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Carregamentos de automóveis elétricos passam a ser todos pagos a partir de 1 de julho

Carregamentos de automóveis elétricos passam a ser todos pagos a partir de 1 de julho

Os carregamentos de carros eléctricos passarão a ser todos pagos a partir de 1 de julho indicou esta sexta-feira a Mobi.e. - Empresas , Jornal de Negócios.
Os carregamentos de veículos elétricos passarão a ser todos pagos a partir de 1 de julho, informou esta sexta-feira a Mobi.e, entidade que gere a rede de postos de carregamento.

De acordo com o comunicado, a partir dessa data "termina o período transitório da rede Mobi.e, iniciando-se o pagamento dos carregamentos nos Postos de Carregamento Normal (PCN) de acesso público".

A gratuitidade dos carregamentos terminou para os postos de carregamento rápido (PCR) a 1 de novembro de 2018. Seguiu-se, a 1 de abril do ano passado, o início do pagamento nos carregadores em espaços privados de acesso público.

Agora também os postos de carregamento normal (PCN) de acesso público deixam de ser gratuitos.

"Com a conclusão do processo de concessão de toda a rede de postos de carregamento público, a fase plena de mercado a que agora se dá início configura-se como o derradeiro passo para a concretização do Modelo Português da Mobilidade Elétrica", assinala a entidade presidida por Luís Barroso.

Desta forma, "para terem acesso a todos os postos que constituem a rede de Mobi.e, os utilizadores terão obrigatoriamente de ter um cartão de acesso à rede de mobilidade elétrica emitido por um dos  Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), uma vez que, com o fim da gratuidade nos carregamentos, deixará de ser possível utilizar os cartões emitidos pela Mobi.e".

Ainda estão por conhecer os vencedores do concurso, lançado a 27 de dezembro último, para a concessão da rede de postos de carregamento normal para veículos elétricos da Mobi.e.

O concurso abrange a totalidade dos 643 postos existentes da Mobi.e, que foram agrupados em 11 lotes com aproximadamente 60 postos cada e a concessão é válida por 10 anos.

Cada lote inclui postos lentos e semirápidos e estão dispersos pelas cinco NUTS II. 

Além disso, cada lote tinha um preço base que varia entre 149 mil e 154 mil euros. Os critérios em apreciação, com igual ponderação, são a contrapartida pela concessão e o valor máximo a cobrar pela taxa do operador de posto de carregamento. O encaixe mínimo para o Estado ascende a 1,65 milhões de euros.

Cada concorrente pode fazer propostas aos lotes que quiser, mas só poderá ganhar no máximo três lotes.

Luís Barroso detalhou, na altura, que os preços para os utilizadores incluirão uma taxa para os comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica (CEME), uma taxa para os operadores de postos de carregamento (OPC) e uma taxa para a entidade gestora, que é a Mobi.e. Esta última componente tem, atualmente, um valor zero nos carregamentos que já são pagos - nos postos rápidos e nos normais em zonas privadas.

Quanto ao valor dessa taxa para a entidade gestora, Luís Barroso referiu que em janeiro a Mobi.e apresentaria uma proposta à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e que irá ser aplicada passados seis meses de ser aprovada.

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