expresso.ptJoão Silvestre - 23 mai 11:08

O desmame da moratória

O desmame da moratória

Achar que, em setembro, famílias e empresas vão conseguir pagar os créditos normalmente é quase o mesmo que acreditar no Pai Natal

Faz bem Carlos Costa em alertar para o risco de cairmos num “precipício” quando terminarem as moratórias dos créditos bancários. Já o tinha feito numa conferência (digital) no início da semana e volta a avisar hoje no Expresso (ver pág. 9). Pede o governador do Banco de Portugal que o prazo das moratórias seja estendido para l�� de setembro e que, no caso das empresas, haja também um reescalonamento das dívidas durante um período de alguns anos. Um alerta semelhante ao de vários banqueiros que já perceberam que os atuais prazos são simplesmente incomportáveis para os clientes e, claro, também para os bancos. As moratórias são um balão de oxigénio para quem, nesta fase de quebra de rendimento (as famílias) ou receitas (as empresas), pode adiar o pagamento de um encargo importante com os créditos bancários. Mas protegem igualmente os bancos que, sem falhas do lado dos clientes, não terão perdas em empréstimos que, de outra forma, começariam rapidamente a dar problemas.

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