rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 22 mai 16:47

Covid-19. Rússia espera aumento do número de mortos em maio

Covid-19. Rússia espera aumento do número de mortos em maio

Apesar de ser o segundo país do mundo com mais casos de covid-19, a Rússia continua com uma mortalidade relativamente baixa em comparação com a Europa ocidental e os Estados Unidos.

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As autoridades russas esperam um “aumento significativo” da mortalidade por covid-19 no mês de maio. Tatiana Golikova, vice-primeiro-ministra de Vladimir Putin, afirmou durante uma reunião governamental que a análise da curva de desenvolvimento da epidemia na Rússia “indica que se registará em maio um aumento significativo dos indicadores de mortalidade”.

A Rússia é o segundo país do mundo com mais casos de covid-19, mas em comparação com a Europa ocidental e os Estados Unidos, a mortalidade atribuída diretamente ao coronavírus continua relativamente baixa.

Dos 326 mil casos registados, são contabilizadas3.249 mortes. No entanto, a Rússia apenas regista no balanço oficial as mortes cuja primeira causa é o coronavírus, após autópsia, enquanto outros países incluem a quase totalidade das mortes dos doentes com teste positivo.

Os críticos dizem que a Rússia subestima deliberadamente o número de mortos. Tatiana Golikova responde que a Rússia determina a causa de morte dos seus cidadãos de acordo com os requisitos internacionais determinados pela Organização Mundial da Saúde.“Nunca escondemos a situação da mortalidade na Rússia”, assegurou.

Golikova considerou que a Rússia, um iniciou um final de confinamento prudente a 12 de maio, passou “para uma fase de estabilização” da epidemia e que o seu sistema de saúde “resistiu à prova” do coronavírus.

A governante considera que o seu país está a fazer um desconfinamento cauteloso e que os serviços de saúde resistiram à pressão, congratulando-se com desaceleração observada nos últimos dias. Os dados oficiais revelam que o aumento do número de casos diminuiu 22,5% em 10 dias.

Há vários dias que o número de novos infetados tem ficado abaixo dos 9.000, mas há zonas que continuam com grandes dificuldades, como é o caso de Moscovo, onde o presidente da Câmara considera que se deve manter o confinamento rigoroso.

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