www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 22 mai 17:01

Autoeuropa sai do lay-off. Parque industrial perdeu 1000 empregos

Autoeuropa sai do lay-off. Parque industrial perdeu 1000 empregos

Fábrica do grupo Volkswagen volta a ter três turnos de produção a partir de segunda. Laboração aos sábados e domingos depende das encomendas.

Esta sexta-feira é o último dia da Autoeuropa em regime de lay-off. A partir de segunda, dia 25, a fábrica de Palmela vai voltar a laborar com três turnos de produção e voltará a contar com a totalidade dos 5600 operários à disposição, tal como antes da pandemia do novo coronavírus. No parque industrial que serve a fábrica, o cenário é bem diferente: 1000 pessoas perderam o emprego desde meados de março.

“Na segunda-feira, vamos começar o horário AE 15, que contempla três turnos de laboração de segunda a sexta”, indicou o coordenador da comissão de trabalhadores da Autoeuropa, Fausto Dionísio, em declarações ao Dinheiro Vivo.

O regime de lay-off simplificado na Autoeuropa foi adotado desde 27 de abril para os trabalhadores que estavam em casa. Desde esse dia, a produção na fábrica foi retomada com apenas dois turnos de laboração: numa semana, 2300 operários estavam na linha de montagem, sendo substituídos por outros 2300 trabalhadores na semana seguinte. Apesar de estarem em lay-off, os funcionários recebiam o salário por completo.

Devido às medidas de proteção, a produção por turno é de 300 unidades: todas as operações de manuseamento são feitas com luvas.

Só em meados de junho – com três turnos de trabalho nos dias úteis e dois turnos no sábado e no domingo – é que a fábrica se conseguirá aproximar da produção de 890 carros por dia, sobretudo do SUV T-Roc mas também dos veículos familiares Volkswagen Sharan e Seat Alhambra. Mas esse regresso à normalidade “depende das encomendas que forem feitas no início de junho”, avisa o coordenador das comissões de trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa.

Perdas no parque industrial

Enquanto todos os postos de trabalho estão assegurados na fábrica da Autoeuropa, o mesmo não se pode dizer das quase duas dezenas de empresas que fornecem componentes para a maior exportadora de Portugal em 2019.

“Há várias empresas que não renovaram contratos. Houve 1000 postos de trabalho que ficaram perdidos por causa da pandemia”, denuncia Daniel Bernardino. Até esta sexta-feira, havia cerca de um terço dos trabalhadores no parque industrial sob regime de lay-off. Mas nestas empresas os trabalhadores ficaram a receber apenas dois terços do ordenado, a cargo da Segurança Social.

Até ao final de abril, já tinham sido perdidos mais de 700 postos de trabalho no parque industrial da Autoeuropa, segundo informação divulgada pela agência Lusa dia 29 de abril.

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