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Wall Street oscila entre tensões EUA-China e estímulos à economia

Wall Street oscila entre tensões EUA-China e estímulos à economia

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram com uma tendência mista, pressionadas pelas renovadas tensões entre os EUA e a China mas com a perspetiva de mais estímulos económicos a dar alguma força a a contrabalançar o pessimismo. - Mercados , Jornal de Negócios.

O Dow Jones encerrou a recuar 0,04% para 24.465,16 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s 500 conseguiu fechar no verde, a subir 0,24% para 2.955,45 pontos.

Também o tecnológico Nasdaq Composite recuperou fôlego na parte final da sessão, terminando com um ganho de 0,43% para 9.324,59 pontos.

Os principais índices de Wall Street continuaram a ser pressionados pelas renovadas fricções entre os EUA e a China na abertura da sessão, com todos a negociarem em terreno negativo.

No entanto, a contrabalançar o pessimismo perante estas tensões entre Washington e Pequim esteve a expectativa de mais estímulos nos Estados Unidos para revitalizar uma economia fortemente penalizada pelos "lockdowns" decorrentes da pandemia de covid-19.

Essa expectativa levou a que o S&P 500 e o Nasdaq conseguissem inverter das perdas da abertura, mas o mesmo não aconteceu com o Dow – se bem que tenha fechado com uma perda marginal.

Ontem, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que obriga as empresas chinesas a seguirem as regras contabilísticas dos Estados Unidos. Caso contrário, podem ser expulsas de bolsa.

Falta agora a proposta legislativa ser votada na Câmara dos Representantes – e se também aí tiver luz verde, segue para homologação do presidente Donald Trump.

Mas esta não é a única frente de ataque. Os senadores norte-americanos também vão apresentar um projeto de lei no sentido de sancionar os dirigentes chineses devido à nova lei de segurança nacional para Hong Kong que pretendem aprovar.

Pequim apresentou esta sexta-feira, na abertura do Congresso Nacional do Povo, uma nova lei contra "atividades subservisas" em Hong Kong [para impedir que ali se vivam cenários idênticos aos do final do ano passado, quando se registaram fortes manifestações contra o regime chinês] e que não é vista com bons olhos pelos Estados Unidos. A medida já recebeu apoio do atual governo do território.

Com esta nova lei de segurança nacional em vista – por meio da qual a China visa apertar o controlo em Hong Kong, restringindo a atividade da oposição para conter novos episódios de confrontos dos ativistas pela democracia – regressaram os confrontos ao território.

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