www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 26 mar 15:39

APEMIP. Linha de 200 milhões é insuficiente e burocrática

APEMIP. Linha de 200 milhões é insuficiente e burocrática

A APEMIP reclama "medidas especificas concretas" para o setor do imobiliário, num momento em que se verifica uma quebra de vendas de quase 100%.

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) considera “insuficiente” a dotação de 200 milhões de euros da Linha de Crédito Capitalizar 2018-Covid 19 criada pelo Governo para apoiar as pequenas e médias empresas portuguesas, cuja atividade esteja a ser afetada pelos efeitos económicos resultantes do surto de coronavírus.

O presidente da APEMIP, Luís Lima, reclamar “medidas especificas concretas” para o setor do imobiliário, num momento em que se verifica uma quebra de vendas de quase 100%, devido ao adiamento das escrituras e à ausência de visita a imóveis. O setor emprega cerca de 40 mil pessoas.

Para Luís Lima, presidente da APEMIP, “uma linha de 200 milhões de euros para todos os sectores da economia (à exceção dos contemplados numa linha especial de 3 mil milhões de euros) não é suficiente. E irá esgotar-se num ápice”. O responsável afirma ainda que o acesso à linha está envolvido em “entraves burocráticos”.

“Exige-se às PME’s uma situação liquida positiva, que não tenham incidentes não regularizados junto da banca, que tenham a situação regularizada junto da Administração Fiscal e Segurança Social, que apresentem uma declaração que ateste que nos últimos 30 dias anteriores à data da contratação da operação, o volume de negócios reduziu, pelo menos 20%… uma série de exigências que muitas das empresas não cumprem ou que neste momento têm dificuldade em atestar”, frisa Luís Lima em comunicado.

O presidente da APEMIP defende que deveria ser criado um regime excecional garantido totalmente pelo Estado, com entrada de fundos públicos diretamente nas empresas, para que estas possam pagar salários. O responsável pede ainda que seja implementado com urgência o regime a aplicar às moratórias de crédito, para apoio às famílias e empresas.

E lembra: “Estamos no final do mês, é urgente que esta legislação seja aplicada antes que as famílias e empresas se vejam obrigadas a entrar em incumprimento, e lhes fique assim vedado o acesso a estes mecanismos”.

1
1