expresso.ptDaniel Oliveira - 26 mar 10:38

O pior avaro é o melhor pedinte

O pior avaro é o melhor pedinte

O senhor da Padaria Portuguesa voltou para nos informar que não tem liquidez para pagar salários por mais um mês nem, imagino, credibilidade junto da banca para crédito. Não estivessem em causa 1200 postos de trabalho e aconselharia Nuno Carvalho a pagar as despesas com o tal “espírito de equipa” que dizia ser mais importante do que o salário base dos seus trabalhadores

Nuno Carvalho, sócio-gerente da Padaria Portuguesa, já não nos dava há muito tempo o prazer da sua presença no espaço mediático. A última vez que apareceu com estrondo foi quando foi anunciado um aumento decente do Salário Mínimo Nacional. Descobrimos, pela sua inocente boca, que um quarto dos seus trabalhadores (perdão, colaboradores) recebia menos de 557 euros por mês. E que o aumento do salário mínimo era coisa que só interessava aos políticos. Como disse depois, “o espírito de equipa vale muito mais do que o salário base”. Ao país interessava, dizia ele, liberalizar os despedimentos, acabar com o fim dos limites legais ao horário de trabalho e uma redução considerável do pagamento de horas extra para ele poder esmifrar até ao tutano os seus funcionários até eles levarem qualquer coisa que se visse para casa. E, claro, reduzir o IRC.

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