expresso.ptexpresso.pt - 26 mar 14:00

Covid-19: Moody’s põe banca de seis países europeus sob pressão, incluindo Espanha e Itália

Covid-19: Moody’s põe banca de seis países europeus sob pressão, incluindo Espanha e Itália

Medidas dos governos não são suficientes para compensar o impacto adverso da paralisação económica causada pela pandemia, diz a agência de “rating” dos EUA

A agência americana Moody’s colocou a banca de seis países europeus sob pressão, colocando as perspetivas em terreno negativo, o que assinala que podem vir aí revisões em baixa dos "ratings", ou seja, a classificação de risco atribuída às instituições financeiras. Bélgica, Dinamarca, Espanha, Holanda, Itália e França são os países visados, devido ao impacto da pandemia de covid-19. Não houve qualquer atuação específica sobre a banca portuguesa, para já.

“Embora os governos estejam a colocar em terreno medidas de apoio de largo alcance, com o objetivo de reforçar a posição financeira de empresas e de aliviar o impacto negativo sobre o emprego e as famílias, a agência de ‘rating’ considera que não serão suficientes para compensar totalmente o impacto adverso da paralisação induzida pelo coronavírus”, diz a Moody’s, em comunicado datado desta quinta-feira, 26 de março.

A perspetiva sobre os sistemas bancários dos seis países estava em terreno “estável”, não indiciando razões para a mudança de ‘rating’, e passaram agora para “negativo”, o que indica que poderá, em breve, haver uma revisão em baixa dos “ratings” dos sistemas (e dos bancos que os integram).

A Alemanha e o Reino Unido já se encontravam nesta perspetiva, pelo que aí se mantêm. Os sistemas sueco e suíço continuam intactos em “estável”, já que a Moody’s acredita que serão mais capazes de absorver o choque.

A Moody’s acredita que haverá contrações nos primeiros e segundo trimestres de 2020, e acrescenta que a produção perdida entre março e junho não será recuperada.

“Com este ambiente, os problemas dos bancos com os créditos vão aumentar, ao mesmo tempo que as maiores necessidades de imparidades [dinheiro de lado para precaver perdas futuras] vão reduzir a rentabilidade dos bancos, que é já baixa em comparação com os pares globais”, acrescenta.

Hotelaria e restauração, aviação, automóvel e retalho são os sectores que mais vão sofrer, com as pequenas e as médias empresas “particularmente vulneráveis”, segundo a Moody’s.

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