expresso.ptexpresso.pt - 26 mar 16:53

Restaurantes de Braga propõem sete medidas para salvar o sector com o Covid-19

Restaurantes de Braga propõem sete medidas para salvar o sector com o Covid-19

Isenções de IRS e à Segurança Social durante o estado de emergência, 'lay off' com pagamento de 50% dos salários três meses após este período, são algumas medidas avançadas pelo novo movimento de restaurantes criado na cidade
Foi criado em Braga um 'Manifesto pela Salvação dos Restaurantes' que partiu de um novo movimento, o URBAC 19 (União de Restaurantes de Braga de Apoio ao Covid-19), criado por mais de uma centena de restaurantes locais no objetivo de se manifestarem relativamente ao "atual contexto que se vive no âmbito da crise mundial que estamos a atravessar". Alegando estar "com quebras de faturação de 100% desde 16 de março, data em que tiveram de ficar encerrados pelo decretar de horário zero pela câmara municipal, os restaurantes de Braga avançam com um pacote de sete medidas para salvar o sector de um cenário generalizado de falências e desemprego. Segundo o movimento, que reúne 109 restaurantes de Braga com 1225 trabalhadores, "ao longo dos anos, lidámos com altos e baixos, mas a atual situação com a pandemia do coronavírus "provoca um estrangulamento financeiro de tal ordem, que muitos de nós serão forçados a encerrar portas ou a reduzir as suas equipas". Enfatizando a "particular dificuldade em que nos encontramos, uma vez que a 16 de março foi decretado o 'Horário Zero' pela Câmara de Braga, e três dias depois foi decretado o Estado de Emergência Nacional, atualmente em vigor", os restaurantes de Braga fazem notar que estão "impedidos de trabalhar, situação que , infelizmente, segundo as previsões do Governo, ainda se vão manter por pelo menos mais 3 meses". O novo movimento de restaurantes em Braga apresenta sete medidas para tentar evitarA banca é outro foco das medidas avançadas pelo movimento dos restaurantes em Braga - que defendem que devem ser suspensos os pagamentos de financiamentos em curso, e que os bancos devem pemitir acesso ao crédito a empresas com dívidas ao Estado, ou dar às empresas com menos de 30 meses de atividade as mesmas condições de crédito que às restantes, mesmo que tenham capitais próprios negativos.
AS MEDIDAS PROPOSTAS 1- Lay-off adaptado em que o Governo assume o pagamento integral dos salários durante o estado de emergência.

2 - Lay-off adaptado, após período do estado de emergência, durante 3 meses, em que o Governo assume o pagamento de 50% dos salários, sendo no período de retoma de confiança do consumidor.

3 - Contribuições à Segurança Social e de IRS devem ficar isentas desde o corrente mês, e até que termine o período de estado de emergência, e não suspensas como é sugerido.

4 - Após o estado de emergência, durante um período de 3 meses o governo assume uma isenção de 50% na Segurança Social e IRS.

5 - A banca deve: suspender o pagamento de financiamentos em curso; apresentar juros mais baixos que a linha Capitalizar; permitir a empresas com dívidas ao Estado aceder ao crédito: permitir a empresas recentes (com o máximo de 30 meses de atividade) aceder ao crédito nas mesmas condições que as restantes, mesmo que apresentem capitais próprios negativos.
6 - Isenção total de taxas e impostos das facturas de água/luz/gás, e suspensão sem penalização dos contratos de comunicações ( SporTV, BTV, etc). 7 - Pagamento dos estímulos aprovados por parte do IEFP, Estágios Profissionais, Converte+, estímulo ao emprego.
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