expresso.ptexpresso.pt - 26 mar 00:00

Homem acusado de matar 51 pessoas em duas mesquitas na Nova Zelândia confessa-se culpado

Homem acusado de matar 51 pessoas em duas mesquitas na Nova Zelândia confessa-se culpado

Depois de ter dito várias vezes que era inocente, o homem acusado de ser o autor do maior massacre da história da Nova Zelândia declarou-se culpado. Os peritos não encontraram vestígios de qualquer perturbação mental

Foi o pior massacre na história da Nova Zelândia. O primeiro incidente com motivações terroristas na memória coletiva do país.

Há um ano, Breton Tarrant, um homem com crenças supremacistas e anti-imigração, entrou em duas mesquitas na cidade de Christchurch e matou 51 pessoas que se reuniam para as orações de sexta-feira, as mais importantes para os muçulmanos.

Esta quinta-feira (a Nova Zelândia tem os relógios 13 horas à frente de Portugal Continental) declarou-se culpado de todas as acusações quando até agora sempre tinha afirmado ser inocente dos crimes de que é acusado. A saber: 51 acusações de homicídio, 40 de tentativa de homicídio e uma acusação de ato terrorista.

No dia 15 de março de 2019, o ex-instrutor de ginásio, carregou o carro de armas, guiou até à mesquita Al Noor e durante cinco minutos seguidos disparou sobre mulheres, crianças e homens enquanto ao mesmo tempo filmava tudo com uma câmara que acoplou a um capacete. Seguiu para o Centro Islâmico Linwood e pouco tempo depois foi capturado pelas autoridades.

Durante todas as audiências sempre manteve que não era culpado do que era acusado e todas as análises psiquiátricas que lhe foram feitas revelaram que esteve sempre consciente do que estava a fazer.

O ataque tem detalhes que provam total premeditação. Momentos antes do tiroteio, gravou-se a ouvir músicas como "The British Granadiers", uma tradicional música militar britânica, e "Remove Kebab", uma música nacionalista sérvia que celebra Radovan Karadžić, que foi considerado culpado de genocídio contra muçulmanos da Bósnia.

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