www.vidaeconomica.ptvidaeconomica.pt - 26 mar 22:32

Economia mais, economia menos

Economia mais, economia menos

Os tempos incertos e complexos que estamos a viver suscitam também uma reflexão séria sobre o futuro que aí vem. Neste Novo Normal que passámos a viver, ganha nova dimensão a a adequada gestão do Valor Partilhado, nos termos propostos por Michael Porter. Segundo o conceituado especialista, o Valor Transaccionável gerado no mercado deverá ser partilhado de forma adequada e justa pela sociedade, de forma a garantir mecanismos de resposta às necessidades crescentes de segmentos da população sem alternativas de rendimento. O Valor Partilhado é assim o compromisso de afirmação da Responsabilidade Social por parte das organizações num mundo global com crescentes exigências. Saber Partilhar é um Imperativo de agenda numa sociedade com menos recursos e menos ativos e em que temos que saber construir um Novo Normal adequado para todos.
 ECONOMIA MAIS  APOIO ÀS EMPRESAS - Muito oportunas as medidas lançadas pelo Governo de apoio às empresas, absolutamente essenciais para evitar o colapso económico e garantir que neste tempo incerto e complexo as empresas conseguem manter o emprego e as bases da sua atividade. A Inovação Digital vai ser um dos instrumentos centrais para apostar nesta nova agenda de futuro e espera-se que este contrato de confiança entre o Estado, a banca e as empresas se mantenha absolutamente estável.  RESPOSTA EUROPEIA - Também a Comissão Europeia deu um sinal positivo neste combate coletivo que toda a Europa vive ao flexibilizar as regras de cumprimento dos tetos orçamentais para os diferentes países. Uma medida tardia, que contraria a falta de articulação e liderança que se tem sentido na União Europeia e que esperemos possa ainda dar resultados positivos. DESAFIOS ECONÓMICOS - As fileiras tradicionais da nossa economia – calçado, moda, agro-alimentar, entre outros – têm sabido agarrar de forma muito inteligente os desafios colocados pelas novas agendas da gestão, com particular destaque para a inteligência artificial e o “customer experience.” Neste novo tempo de crise que vivemos, terão que saber reposicionar sua cadeia de valor, ganhar a agenda digital e construir um novo contexto para os desafios que aí vêm.  ECONOMIA MENOS 
  APOSTA NA CONCORRÊNCIA - As questões da concorrência estão cada vez mais na ordem do dia e entidades internacionais de referência como a Comissão Europeia e a OCDE têm dedicado particular atenção a este tema. Também no nosso país a Autoridade da Concorrência tem desenvolvido um intenso trabalho nesta área, com bons resultados - importa agora neste novo tempo que vivemos, fazer também da concorrência um elemento adicional na nossa economia e sociedade. O TEMPO DO INTERIOR  - Muito se tem falado nos últimos tempos da necessidade de reforçar o investimento num interior cada vez mais desertificado e com mais problemas em termos de capital social básico. Ao nível dos talentos, o balanço é infelizmente cada vez mais negativo, conforme é amplamente reconhecido em diferentes fóruns realizados. Neste novo tempo que vivemos a oportunidade acrescida de dar ao interior uma nova oportunidade para o futuro. RENOVAR A EDUCAÇÃO - As bases para uma sociedade com elevados níveis de civismo começam na escola e só com uma verdadeira educação positiva para a sociedade se conseguem atingir índices satisfatórios nesta matéria. Os números relativos ao nosso país não são os melhores e continua a faltar uma verdadeira aposta estratégica num “roadmap” ao nível dos currículos e práticas pedagógicas na escola que permita avançar de forma positiva neste contexto.
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