eco.sapo.pteco.sapo.pt - 26 mar 21:28

“Em Portugal, o mindset de empreendedor ainda não é regra”

“Em Portugal, o mindset de empreendedor ainda não é regra”

Nove anos depois de cofundar a Talkdesk, o mais recente unicórnios com ADN português, Cristina Fonseca é agora investidora. É o "give back" da engenheira ao ecossistema que ajudou a criar.

“Em Portugal, o mindset de empreendedor ainda não é regra”. A afirmação é de Cristina Fonseca, a engenheira que, há nove anos, cofundou — com Tiago Pais — a Talkdesk, o mais recente unicórnio com ADN português. Hoje, quase uma década depois de ter concorrido ao concurso da 500 Startups para ganhar um computador — a ideia que daria origem à startup que conta, neste momento, com mais de 1000 trabalhadores em várias localizações em todo o mundo, Cristina integra a equipa do Indico Capital Partners, o maior fundo privado de capital de risco em solo nacional, lançado em janeiro do ano passado.

A engenheira considera que a passagem “para o lado de lá” — o lado do investimento — foi um passo natural: deu-se conta de que seria a melhor maneira de otimizar todo o conhecimento adquirido no processo e ajudar outros tantos a passar pelos mesmos desafios e dilemas com que se confrontou no processo de criar uma empresa. “Entrar no investimento foi a melhor forma de capitalizar o que eu tinha aprendido antes”, explica, em entrevista ao podcast “Start now. Cry later”, lançado esta semana.

Entrar no investimento foi a melhor forma de capitalizar o que eu tinha aprendido antes.

Cristina Fonseca

Empreendedora e investidora

Mas não foi apenas sobre o presente que se falou. O caminho até ao que faz hoje foi de altos e baixos e Cristina acredita que, para o sucesso que o unicórnio tem atualmente, contribu��ram as decisões tomadas pela equipa fundadora desde o primeiro dia. “A Talkdesk só está hoje onde está porque a equipa inicial era competente e altamente focada”, refere.

Pode ouvir o episódio completo aqui:

Do zero ao 1.000 milhões, a engenheira defende ainda que o importante é o foco no que é prioritário: “testar, validar e contratar as melhores pessoas”. Por isso, a investidora aconselha também os empreendedores que estão a fazer esse caminho atualmente. “O founder tem também de ver o investidor como parceiro de negócio”, assinala.

O podcast “Start now. Cry later” é um projeto da jornalista Mariana de Araújo Barbosa e da Startup Portugal, que conta com o apoio da revista Pessoas. Pode ouvir os episódios e seguir o projeto aqui.

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