expresso.ptexpresso.pt - 25 mar 20:02

Covid-19. OMS alerta para o risco de se levantar restrições antes do tempo: “É a última coisa de que qualquer país precisa”

Covid-19. OMS alerta para o risco de se levantar restrições antes do tempo: “É a última coisa de que qualquer país precisa”

Organização Mundial da Saúde recomenda toda a prudência

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde voltou esta quarta-feira a sublinhar que o novo coronavírus "é o inimigo número um" que o mundo tem de combater, considerando que "a janela de oportunidade está a fechar-se".

Em conferência de imprensa, Tedros Ghebreyesus alertou contra o levantamento das restrições ao contacto social antes do tempo, salientando que o contágio com a covid-19 pode regressar se não se tomarem outras medidas ao mesmo tempo.

"A última coisa de que qualquer país precisa agora é reabrir escolas e negócios e ser forçado a fechá-los novamente por causa de um ressurgimento do vírus", considerou, salientando que "medidas agressivas para encontrar, isolar, testar e tratar casos são a maneira melhor e mais rápida de sair das restrições sociais e económicas e de as evitar".

"Esta é uma segunda oportunidade que não devemos desperdiçar", sublinhou.

Tedros Ghebreyesus insistiu que este combate é "responsabilidade de todos", exigindo em particular numa resposta robusta dos "líderes políticos", que devem ter a capacidade para mobilizar as comunidades e tomar as necessárias medidas.

Aos países com menos casos ou ainda sem qualquer caso registado, o diretor-geral da OMS lembrou a importância de se tomarem "nesta fase" medidas "muito sérias", seguindo as indicações da instituição, nomeadamente quanto ao esforço para detetar casos suspeitos e a necessidade de garantir o isolamento de quem está infetado.

"Ter uma força de profissionais de saúde e saúde pública capaz de os tratar" é essencial, disse Tedros Ghebreyesus, que apelou ainda para o aumento da produção e realização de testes à doença e para a criação de "um plano claro e um processo para colocar em quarentena" pessoas que tenham tido contacto com o novo coronavírus, que provoca a covid-19.

Os governos devem ser completamente reorientados para se concentrarem na supressão e contenção da pandemia, referiu. "Este é um vírus muito perigoso", sublinhou, "mas continuamos a acreditar que há uma possibilidade" de o vencer.

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