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Réplica. Agência histórica foca-se nas famílias portuguesas

Réplica. Agência histórica foca-se nas famílias portuguesas

Com mais de 30 anos de experiência, a Réplica está de olho no mercado e apostada em trabalhar para a classe média.

A Réplica, imobiliária portuguesa com mais de 30 anos de atividade, está focada na comercialização de habitações para as famílias portuguesas. Com 1500 imóveis em carteira, localizados essencialmente no Grande Porto, a empresa de origem familiar assegura que os promotores estão a responder à escassez de oferta para a classe média. São investidores nacionais e internacionais, com casas para vender e alugar.

A imobiliária está a trabalhar em estreita parceria com os investidores. Como adianta Manuel Carlos Carvalho, fundador da Réplica, “identificamos o terreno, estruturamos o projeto em termos de tipologias, áreas e preços e entregamos ao promotor”. O sucesso para a comercialização, que fica nas mãos da imobiliária, é ter uma oferta adequada às exigências do comprador.

Mas o que querem as famílias? “Um imóvel bem localizado, funcional, sem áreas desnecessárias, como hall de entrada, boa eficiência térmica e acústica, e preço adequado”, descreve. Apesar de o mercado estar inflacionado, o que se deve à escassez de oferta, a Réplica tem no seu portfólio casas entre os cem mil euros (T1) e os 250 mil (T3). E o responsável garante que, neste ano, os preços vão estabilizar.

Já neste mês, foi apresentado ao mercado o Antas Build, um projeto de 98 apartamentos com diferentes tipologias e que estará concluído em meados do próximo ano. Segundo Manuel Carlos Carvalho, “mais de 50% dos imóveis já foram vendidos” ainda em planta, transações que são cada vez mais comuns mesmo ao nível dos clientes finais. Neste aspeto, o importante “é ter garantias do promotor, conhecer o seu histórico, a sua capacidade técnica e financeira para concluir o projeto”, realça.

Segundo Manuel Carlos Carvalho, outros estão na calha para serem lançados até 2021. “Há centenas de habitações para a classe média projetadas para Leça da Palmeira e para a zona oriental do Porto.” Para as Antas, está prevista a construção de cerca de mil imóveis, com predominância para T1 e T2, um projeto a desenvolver ao sabor da recetividade do mercado. Para o fundador da Réplica, são estes empreendimentos que vão “equilibrar o mercado”.

Ganhar força
A Réplica tem atualmente sete agências – quatro no Porto e as outras em Matosinhos, Gaia e Vila da Feira. Em perspetiva está a expansão para Aveiro. No ano passado, concretizou a venda de 371 imóveis, num valor global de 2,5 milhões de euros, registando um crescimento de 20% face a 2018. Para o atual exerc��cio, as previsões apontam para um aumento de 15% no volume de negócios.

Agora que a imobiliária voltou a ganhar fôlego com a reanimação do mercado, Manuel Carlos Carvalho está a passar o testemunho aos filhos, Bruna e Alexandre. A Réplica é uma marca com história neste negócio e nos tempos áureos chegou a responder por uma rede de 200 lojas de norte a sul do país. Antes da crise que assolou o setor contava com três mil vendedores. Hoje, “num mercado altamente competitivo e com players que estão cá por oportunismo”, são 60 colaboradores.

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