expresso.ptexpresso.pt - 14 fev 16:38

Egipto, Etiópia e Sudão falham acordo em Washington sobre barragem no Nilo

Egipto, Etiópia e Sudão falham acordo em Washington sobre barragem no Nilo

Reunião ministerial tripartida celebrada em Washington estas quarta e quinta-feira, sob os auspícios dos Estados Unidos e do Banco Mundial, procurava alcançar um acordo sobre o enchimento da barragem e o protocolo de atuação em caso de seca, entre outros pontos

O Egipto, a Etiópia e o Sudão não chegaram a acordo sobre uma solução da disputa em torno da construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD, a na sigla em inglês) no Nilo Azul, informaram esta sexta-feira fontes oficiais. A reunião ministerial tripartida celebrada em Washington estas quarta e quinta-feira, sob os auspícios dos Estados Unidos e do Banco Mundial, procurava alcançar um acordo sobre o enchimento da barragem e o protocolo de atuação em caso de seca, entre outros pontos.

"Esta ronda de reuniões entre a Etiópia, o Sudão e o Egipto sobre a GERD acabou sem acordo final", anunciou hoje o embaixador etíope nos Estados Unidos, Fitsum Arega, na sua conta na rede social Twitter. Fitsum não deu detalhes sobre o fracasso das conversações.

Os três países acordaram em finais de janeiro que a barragem - que Adis Abeba está a construir no Nilo Azul e que o Egipto teme que reduza substancialmente o caudal do rio que proporciona ao país cerca de 90% da água doce que consome -- será cheia de forma gradual.

Esse era uma dos assuntos que mais discrepâncias provocava entre a Etiópia e o Egipto, com este país a defender que a barragem fosse cheia ao longo de vários anos, por forma a mitigar o impacto sobre o caudal do Nilo, e Adis Abeba a bater-se por um enchimento mais rápido logo após a conclusão da construção, prevista para 2023.

A Etiópia iniciou a construção da barragem em 2011, não obstante a oposição do Egipto e do Sudão. Em 2015, os três países acordaram que a barragem -- cuja a construção está estimada em 5 mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros) -- não devia afetar a economia, o caudal do rio e a segurança hidroelétrica de nenhum dos três estados, mas desde então poucos avanços foram registados num acordo global e final, que ainda se faz esperar.

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