expresso.ptexpresso.pt - 14 fev 18:24

Líder distrital do Chega no Porto organiza manifestação contra a eutanásia no Porto. PCP convocado a estar presente

Líder distrital do Chega no Porto organiza manifestação contra a eutanásia no Porto. PCP convocado a estar presente

Jorge Pires garante que a concentração deste sábado, na Praça D. João I, no Porto, contra a morte medicamente assistida é apartidária e convidou para oradores Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, vários médicos, enfermeiros e juristas. Líder distrital do Chega convocou os dirigentes da CDU/Porto a estarem presentes na iniciativa

O Líder do Chega no Porto vai organizar, este sábado, pelas 15 horas, na Praça D João I, uma manifestação contra a morte medicamente assistida e que tem por palavras de ordem 'Diz Não à Eutanásia - Portugal quer cuidar/Portugal não quer matar'. Ao Expresso, Jorge Pires assegura que esta é uma“ iniciativa apartidária” e que pretende juntar todos os que são contra a eutanásia.

“Temos várias pessoas convidadas para oradores, como por exemplo o Dr Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, vários médicos, enfermeiros e juristas”, diz Jorge Pires, que esta semana foi “pessoalmente” ao Centro de Trabalho do PCP, na Boavista, no Porto, dar a conhecer o manifesto e a iniciativa contra a eutanásia deste sábado .

Jorge Pires justifica a ida à sede local da CDU por considerar que a posição dos comunistas “é a que mais se aproxima” das suas convicções em relação ao direito à vida, que em sua opinião “não é referendável”, nem deve ser decidida pelos deputados na Assembleia da República. Tal como o PCP, o líder do Chega no Porto defende que o Governo, antes de qualquer legislação relativa à morte medicamente assistida, tem “o dever de criar uma rede de cuidados paliativos legalmente prevista, mas que apenas abrange 20% dos pacientes”.

“Lamentavelmente o Estado não tem promovido respostas capazes de minimizar o sofrimento das pessoas em situação de dor insuportável ou em fase de doença terminal”, diz, frisando que a discussão na Assembleia da Republica, no próximo dia 20, deveria ter sido precedida, “no mínimo”, por um amplo debate junto da sociedade civil.

Refira-se que André Ventura, líder e deputado único do Chega, preconizou no parlamento a realização de um referendo sobre a despenalização da morte assistida, sublinhando que a última palavra neste tema “importante e fraturante” deve caber aos portugueses e não a um grupo de deputados.

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