rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 14 fev 21:56

O adeus de AKK

O adeus de AKK

No programa "Decidir Europa" desta semana, o convidado especial Elísio Estanque fala da "avaria" na Alemanha, o motor da União Europeia.

A líder da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, saiu de cena na corrida para suceder a Angela Merkel como chanceler da Alemanha.

A decisão da ‘herdeira política’ de Merkel, surgiu dias depois da crise gerada pela eleição de um primeiro-ministro do partido liberal FDP no estado federado da Turíngia com os votos da CDU e do partido de extrema-direita Alternativa pela Alemanha (AfD). No centro do terramoto político a sacudir a Alemanha está o fim do cordão sanitário que todas as forças políticas faziam ao AfD.

No adeus da comissão executiva da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer (AKK) lamentou a crise gerada na Turíngia e afirmou estar completamente contra qualquer colaboração com a AfD e com Die Linke. Na despedida Kramp-Karrenbauer não esqueceu de referir as dificuldades enfrentadas pela separação entre chefia do partido e chefia do governo

Depois da decisão de AKK, Angela Merkel agradeceu o trabalho realizado à líder da CDU, desde dezembro de 2018, e pediu-lhe que continue como ministra da Defesa no seu governo.

Merkel já repetiu que pretende manter-se até ao final do mandato em 2021, mas os analistas já questionam a opção – afinal Merkel também disse que não seria chanceler sem ocupar a presidência do partido. O cenário imediato da CDU é uma incógnita, sendo a hipótese mais provável é encontrar um candidato até ao Verão a coroar a seguir no congresso da CDU de dezembro.

Merkel está agora numa posição consideravelmente mais frágil e a União Europeia pela de dúvidas sobre quem vai liderar o motor europeu, a Alemanha.

Elísio Estanque, investigador do CES e professor da Universidade de Coimbra é este semestre professor visitante da Universidade Friedrich-Schiller, a maior da Turíngia, em Jena e avalia os desafios da Alemanha e da União Europeia à luz destes movimentos das placas tectónicas da política alemã.

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