www.publico.ptpublico.pt - 14 fev 18:32

Delegação da China falha congresso da CGTP por causa do coronavírus

Delegação da China falha congresso da CGTP por causa do coronavírus

Epidemia provocada pelo coronavírus forçou a Federação Nacional dos Sindicatos da China a cancelar a viagem a Portugal.

A Federação Nacional dos Sindicatos da China está ausente do 14.º congresso da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) que se realiza hoje e amanhã no Seixal, por causa do surto de coronavírus com epicentro na província chinesa de Hubei.

O cancelamento da viagem foi confirmado aos participantes do congresso no início dos trabalhos que decorrem no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha. Tiago Oliveira, membro da mesa e da actual comissão executiva do conselho nacional da Intersindical, afirmou que a federação chinesa “anulou a sua vinda devido ao empenho colectivo dos trabalhadores, do povo e do Estado Chinês em combater o coronavírus”.

“Várias organizações manifestaram a sua vontade em estarem aqui connosco, o que só não foi possível por razões alheias à sua vontade, algumas delas trágicas”, referiu Oliveira, para explicar que esse foi o caso da delegação chinesa.

Ao PÚBLICO, a Intersindical portuguesa confirmou que também não está presente qualquer delegação a representar o Governo chinês.

Do Seixal para Pequim, a mesa do congresso expressou a sua “solidariedade à federação de sindicatos da China, aos trabalhadores e ao povo chinês”, fazendo “sinceros e genuínos votos de sucesso” na resposta à epidemia provocada pelo coronavírus, que já fez 1380 mortos na China, onde há mais de 63.500 pessoas infectadas.

Além dos cerca de 730 delegados, o congresso conta com a participação, ao longo dos dois dias, de cerca de 3000 convidados, entre delegações internacionais de sindicais congéneres da CGTP ou com quem a central tem ligações, delegações partidárias nacionais e de organizações nacionais e estrangeiras do campo laboral.

No Seixal estão representadas centrais sindicais da Alemanha, África do Sul, Angola, Argélia, Argentina, Áustria, Bélgica, Bielorrússia, Brasil, Bulgária, Bulgária, Cabo Verde, Cabo Verde, Québec (Canadá), Chile, Chipre, Colômbia, Cuba, Egipto, Escócia, Espanha, País Basco, Galiza, França, Reino Unido, Grécia, Guiné-Bissau, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Malta, Marrocos, Mauritânia, Moçambique, Nicarágua, Palestina, Paquistão, Paraguai, Uruguai, Peru, Polónia, República Checa, Roménia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Sérvia, Suíça, Tunísia e Turquia.

Além das confederações nacionais, marcam presença representantes supranacionais: Federação Sindical Mundial (FSM), a Confederação Europeia de Sindicatos (CES), a Confederação Sindical Internacional (CSI), Comité Económico e Social Europeu, a Organização de Unidade Sindical Africana (OUSA) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ausentes, além da China, estão outras duas centrais sindicais – uma da Turquia, outra da Síria – por estarem a realizar os seus congressos.

Arménio Carlos fez nesta sexta-feira o seu último discurso. No sábado, quando já estiver escolhida a nova comissão executiva, falará a sua provável sucessora, a dirigente sindical Isabel Camarinha.

1
1