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A grande lavandaria

A grande lavandaria

Esta semana revelamos como investigações cruzadas em Portugal e no Brasil descobriram a passagem pelo Banif de mais de 1.500 milhões de dólares com ligações a offshores controlados pela Odebrecht - Opinião , Sábado.
Em fevereiro de 2019, o diretor adjunto António José Vilela publicou uma grande investigação que retratava os últimos anos do Banif, um banco que recebeu muitos milhões de euros do Estado português e que acabou vendido e falido, envolto em suspeitas de lavagem de dinheiro. Desde então que continuou a seguir o caso, centrando-se nas ligações cruzadas entre o Banif e a multinacional brasileira Odebrecht, reveladas pelo chamado caso Lava Jato no Brasil. E, após o acesso a dezenas de relatórios policiais e judiciais, documentos bancários, pedidos de colaboração internacional e escutas telefónicas, foi possível reconstituir como nos últimos anos passaram pelo Banif 1.500 milhões de dólares com ligações a offshores controlados pela multinacional brasileira.

A investigação ao Banif foi feita com base em dezenas de documentos judiciais
Dia a dia no hospital
Uma das questões que surgiram com o internamento voluntário dos 20 portugueses regressados da província de Wuhan, na China, tinha a ver com o seu dia a dia no Hospital Pulido Valente durante o período de quarentena. O que faziam? Como estão a ser vigiados? Quais as restrições que lhes eram impostas? Para saber tudo isso, a jornalista Raquel Lito conseguiu falar com Miguel Matos, treinador de guarda-redes do clube Hubei Chufeng Heli e um dos 20 portugueses colocados em quarentena voluntária para perceber se estão, ou não, infetados com o coronavírus. E entre a passada quinta-feira, dia 6, e o dia 11, dia de fecho desta edição, falou todos os dias ao telefone com ele. Essas conversas nunca ultrapassavam os 30 minutos – não porque não houvesse mais nada para dizer, mas porque o próprio Miguel Matos estava em constante contacto com a família e tinha de atender os seus telefonemas preocupados. Para ler a partir da página 84.


Crianças e telemóveis
Depois de ser fotografado no estúdio da SÁBADO, António, 10 anos, contou aos amigos que ia aparecer na revista, mas o artigo foi sendo adiado – até esta semana. António, já podes levar a revista para a escola
Para preparar a reportagem sobre como são os primeiros dias de uma criança com um telemóvel, a jornalista Andreia Costa começou por procurar miúdos com 13 anos que pudessem contar as suas experiências. Mas depressa percebeu que, hoje, as crianças recebem um aparelho cada vez mais cedo, por volta dos 10 anos – o que dificultou a tarefa. É que falar com miúdos é, por norma, mais difícil: são envergonhados e acabam por falar em monossílabos. Mas após algum tempo, acabaram por se soltar. Foi assim que a repórter percebeu que a maioria usa o WhatsApp para estar sempre em contacto com os amigos e que uma das crianças com quem falou ficou tão dependente do contacto com os pais que lhes ligava a toda a hora – e sem motivo. Se hoje, nós, adultos, já parecemos completamente dependentes destes aparelhos que mudaram a forma como nos relacionamos com o mundo, como será com estas crianças que, cada vez mais novas, crescem para aí formatadas?
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