eco.sapo.pteco.sapo.pt - 16 jan 11:35

Um em quatro europeus mudou hábitos online para evitar risco

Um em quatro europeus mudou hábitos online para evitar risco

Dados do Eurostat mostram que um em cada quatro cidadãos europeus limitou ou mudou práticas na internet com receio de comprometer a segurança. E 1% dos cidadãos já foi roubado na internet.

Um em cada quatro cidadãos europeus optou por limitar ou evitar certas práticas digitais nos últimos 12 meses, com medo de comprometer a sua segurança. É a conclusão de um inquérito do Eurostat sobre os hábitos tecnológicos na União Europeia (UE) e que abrangeu pessoas com idades entre os 16 e 74 anos.

“Em 2019, 44% dos cidadãos europeus com idade entre os 16 e os 74 admitiu ter limitado as suas atividades privadas na internet nos últimos 12 meses por causa de receios quanto à segurança”, informa o organismo oficial de estatística da UE.

A prática mais evitada foi a de dar informação pessoal a redes sociais ou profissionais, com 25% da população a admitir tê-lo feito no último ano. 19% dos cidadãos disse ainda ter evitado usar redes públicas de Wi-Fi, enquanto 17% evitou descarregar aplicações, música, jogos e outros ficheiros, concluiu o mesmo inquérito.

16% dos cidadãos inquiridos admitiu ter evitado encomendar bens ou serviços na internet para evitar riscos para a segurança, enquanto 13% evitou usar serviços bancários na internet e 7% evitou outras atividades não descriminadas.

Fonte: Eurostat

Apesar de a informação divulgada não conter um histórico sobre esta tendência em anos anteriores, estes dados permitem medir o pulso à consciência dos cidadãos europeus ao nível da cibersegurança.

Isto é, ainda que não indiquem se há uma maior consciência, avançam com um número: um quarto dos cidadãos mostrou-se consciente para os riscos de certas atividades na internet, numa altura em que esses riscos são cada vez maiores. Em causa está o facto de as burlas serem cada vez mais sofisticadas e de as redes sociais estarem debaixo de fogo, devido a práticas que ameaçam a privacidade dos utilizadores.

Esse é outro ponto sobre o qual incide o estudo do Eurostat. “1% da população da UE (2% dos que acederam à internet nos últimos 12 meses) experienciaram uma perda financeira resultante de roubo de identidade, mensagens fraudulentas ou reencaminhamento para páginas da internet falsas”, sublinha o organismo de estatística.

Dos cidadãos com 16 a 74 anos de idade, 26% admitiu ter recebido mensagens fraudulentas em 2019, 13% foi redirecionado para páginas falsas que solicitavam informação pessoal e 3% perderam documentos ou ficheiros por causa de vírus informáticos.

Houve ainda uma minoria de 2% que viram as respetivas contas de redes sociais ou email invadidas por hackers, 1% foram alvo de discriminação por causa de dados pessoais que partilhou e 1% foi vítima de roubo de identidade.

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