expresso.ptexpresso.pt - 15 jan 23:24

34 milhões de euros para capacitar três institutos de oncologia

34 milhões de euros para capacitar três institutos de oncologia

Projetos Expresso. Os pilares que devem fazer parte de uma estratégia eficaz de combate ao cancro em Portugal em debate na SIC Notícias

O investimento na Saúde é uma das grandes prioridades deste Governo. €941 milhões é o montante destinado para capacitar e colmatar as lacunas que teimam em persistir no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Mas quanto desse investimento será direcionado para definir uma estratégia nacional para o cancro?

Para responder a esta pergunta e esclarecer quais devem ser as prioridades para a oncologia em Portugal, António Sales, Secretário de Estado da Saúde, Vítor Rodrigues, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Ana Raimundo, da Sociedade Portuguesa de Oncologia, e Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, marcaram presença esta noite num debate televisivo integrado no projeto "Tenho Cancro. E Depois", que junta SIC Notícias e do Expresso, em colaboração com a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Sociedade Portuguesa de Oncologia, e com o apoio da Novartis e da Médis.

Apesar de ainda não ser quantificável, nesta fase, o montante exato que vai ser alocado ao cancro, o secretário de estado da Saúde, António Sales, garante que “cerca €34 milhões já estão destinados à capacitação dos três institutos portugueses de oncologia (Lisboa, Coimbra e Porto)” e que cerca de €16,6 milhões “serão investidos em aceleradores lineares em vários pontos do país”. Dos 8 mil e 400 profissionais de saúde que serão contratados nos próximos dois anos, o secretário de estado assume que “alguns deles serão alocados à área do cancro, em função das necessidades que surgirem”.

António Sales chamou ainda a atenção para o facto de o cancro ser a prioridade, na área da saúde, para a atual comissária europeia. Sendo que em 2021 Portugal irá presidir o Conselho da União Europeia, o secretário de estado vê aqui uma “janela de oportunidade” para o país, no sentido de este acompanhar e estar a par de tudo o que de melhor se faz na Europa na área.

Ana Raimundo, da Sociedade Portuguesa de Oncologia, põe a tónica no investimento em investigação clínica. “O que se investe em investigação básica é superior ao que se investe em investigação clínica. Será necessário investir mais na segunda, criando estruturas que permitam o bom funcionamento de todos os passos inerentes a um ensaio clínico”.

Para Vítor Rodrigues, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), um dos focos de investimento deve ser a prevenção. “Em Portugal e na Europa, 2% a 3% do orçamento é para prevenção. Mas quanto mais investirmos nesta área, promovendo hábitos de vida saudáveis junto de públicos-alvo, como é o caso das escolas, menos dinheiro se gastará em tratamentos”.

Já Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, considera que “tendo em conta o orçamento que há para este ano existe uma obrigatoriedade de organizar o sistema de forma mais eficaz”, não descuidando a “criação de estruturas de apoio ao doente”, visto que os números de novos casos e sobreviventes de cancro continuam a crescer.

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