expresso.ptexpresso.pt - 14 jan 12:31

Viana do Castelo vai ter primeiro centro europeu para testar robôs em parques eólicos offshore

Viana do Castelo vai ter primeiro centro europeu para testar robôs em parques eólicos offshore

O Atlantis Test Center vai validar soluções robóticas em trabalhos de inspeção e manutenção de infraestruturas, em condições climatéricas extremas do Oceano Atlântico. O projeto europeu é liderado pelo INESC TEC com a participação da EDP

O Atlantis Test Center, o primeiro centro europeu de teste de robôs marítimos em ambiente real, será instalado na costa de Viana do Castelo, no WindFloat Atlantic, o primeiro parque eólico flutuante ao largo da Europa Continental. O objetivo do projeto europeu Atlantis é criar uma plataforma pioneira na Europa para demonstrar as tecnologias e soluções robóticas que são essenciais à inspeção e manutenção de parques eólicos offshore (no mar) de todo o mundo. E, consequentemente, mitigar riscos e diminuir custos de operação e manutenção destes parques.

“O Atlantis Test Center permitirá quantificar o valor acrescentado de nova tecnologia robótica e acelerar a sua integração no setor da energia eólica marítima”, afirma Andry Maykol Pinto, coordenador do projeto e investigador no INESC TEC. “Este centro de inovação será instalado em Viana do Castelo e terá uma importância estratégica para o roteiro científico da robótica em toda a Europa.”

O objetivo é testar tecnologias e soluções robóticas relacionadas com a inspeção, manutenção e reparação de infraestruturas eólicas no mar, aplicando robôs autónomos - sejam subaquáticos, de superfície e aéreos - a diversos cenários industriais. Inspeção de cabos de amarração, monitorização de estruturas subaquáticas ou limpeza de turbinas são algumas das aplicações que serão testadas.

As aplicações serão desenvolvidas por centros de investigação ou empresas tecnológicas, membros do consórcio.

“O Atlantis Test Center será uma excelente oportunidade para as pequenas e médias empresas (PME) que desenvolvam tecnologias capazes de reforçar a sustentabilidade do setor eólico marítimo, pois terão a possibilidade de avaliarem experimentalmente os seus produtos e adequarem a sua oferta às necessidades e expetativas de um mercado emergente”, acrescenta Andry Maykol Pinto.

O Atlantis é liderado pelo INESC TEC e conta com a particiação de outros parceiros tecnológicos e da EDP, que aposta neste projeto para aumentar a competitividade da tecnologia eólica offshore flutuante. O projeto tem uma duração prevista de três anos e um investimento global de 8,5 milhões de euros, financiados pelo Horizonte 2020.

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