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Paredes expropria adega para construir centro de congressos

Paredes expropria adega para construir centro de congressos

A Câmara de Paredes assinou, esta quarta-feira, 4 de dezembro, a aquisição do edifício da adega cooperativa local, por cerca de 779 mil euros, que vai dar lugar ao novo equipamento cultural da cidade, num projeto de reabilitação orçado em 3,8 milhões de euros.

Aprovada a expropriação com caráter de urgência em Assembleia Municipal, no dia 27 de setembro passado, com o presidente da autarquia a justificar a pressa com a falta de segurança existente no local e a necessidade de aproveitar fundos comunitários, a Câmara de Paredes firmou, esta quarta-feira, 4 de dezembro, a aquisição do edifício da Adega Cooperativa de Paredes.

Uma expropriação amigável que foi arrematada por 779,4 mil euros.

A autarquia pretende transformar este abandonado edifício em auditório com capacidade para 600 pessoas e um centro de congressos e eventos.

Com uma área coberta de cerca de três mil metros quadrados, o novo equipamento cultural está orçado em 3,8 milhões de euros, devendo agora ser alvo de uma candidatura a fundos comunitários. O projeto será publicamente apresentado esta quinta-feira, 5 de dezembro.

"Este é um dia histórico para o Executivo.  Depois de começar o ano com a aquisição do Complexo das Laranjeiras, em março, a autarquia está a terminar o ano da melhor forma, adquirindo o antigo edifício da Adega Cooperativa de Paredes para o transformar numa nova atração cultural da cidade, concelho e do território do Vale do Sousa", afirmou o presidente da autarquia, em declarações ao Negócios.

"O antigo edifício da Adega será transformado num auditório e centro de congressos capaz de servir os interesses culturais da comunidade, atrair eventos à região e ir ao encontro das necessidades de um espaço para espetáculos dos conservatórios de música e de dança de Paredes, dos grupos de teatro e das associações do concelho", sublinhou Alexandre Almeida.

A direção da Adega Cooperativa de Paredes aceitou amigavelmente a expropriação por parte da autarquia, já que a alternativa seria deixar avançar a expropriação judicial. Os 779 mil euros agora encaixados serão para liquidar as dívidas aos seus sócios.

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