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Novas ciclovias em Lisboa e requalificação da Av. Infante D. Henrique vão custar 32 ME

Novas ciclovias em Lisboa e requalificação da Av. Infante D. Henrique vão custar 32 ME

A Câmara de Lisboa discute na quinta-feira a celebração de contratos com a EMEL para a construção de novas ciclovias e requalificação da Avenida Infante D. Henrique, empreitadas que custarão 27,4 milhões euros e cinco milhões de euros, respetivamente

Segundo uma proposta subscrita pelos vereadores Miguel Gaspar (PS), responsável pelo pelouro da Mobilidade, e João Paulo Saraiva (Cidadãos por Lisboa, eleito nas listas do PS), que tem o pelouro das Finanças, a continuação e reforço da aposta na utilização da bicicleta, nomeadamente através da expansão da rede de ciclovias, e "a requalificação da Avenida Infante D. Henrique entre o Campo das Cebolas e Santa Apolónia" estão inscritas nas "Grandes Opções do Plano para a cidade de Lisboa para os anos 2019-2022".

De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso e será discutido na reunião privada do executivo municipal agendada para quinta-feira, a requalificação da Avenida Infante D. Henrique e artérias adjacentes surge na continuidade das obras realizadas no Campo da Cebolas, onde a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) já construiu um parque de estacionamento.

A intervenção que agora será contratada prevê o reperfilamento para quatro vias de circulação na avenida, uma das quais para uso exclusivo dos transportes públicos, e a ampliação do percurso do elétrico, duplicando "a linha no sentido nascente-poente e permitindo o retorno em Santa Apolónia".

A empreitada prevê ainda "um novo desenho" das ruas e do Largo Terreiro do Trigo, permitindo uma reorganização do trânsito, e a "pedonalização de vias" (Rua Cais da Lingueta e Boqueirão da Praia da Galé).

Por outro lado, a Rua Cais de Santarém passará a ter sentido único, o que permitirá "uma melhoria considerável do acesso ao parque de estacionamento da EMEL no Campo das Cebolas".

"A requalificação destas artérias irá dissuadir a existência de lugares de estacionamento informal nas mesmas, hoje uma realidade, e permitir redesenhar lugares de estacionamento à superfície em alguns locais", refere a autarquia.

Estas obras, que estão integradas no "Plano de Intervenção da Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina", que "visa requalificar uma parte da frente ribeirinha de Lisboa, rompendo a barreira da via marginal e ganhando acesso direto ao rio Tejo", terão um custo total de cinco milhões de euros.

Quanto ao contrato a celebrar entre a autarquia e a EMEL para "a execução de Ciclovias - 2020/2022", terá um valor total de 27,4 milhões de euros.

De acordo com o contrato, estas obras serão, em parte, financiadas pelo Banco Europeu de Investimento, no âmbito de uma linha de financiamento aprovada a favor do município.

A empreitada mais dispendiosa, no valor de cerca de 5,1 milhões de euros, será a construção do eixo ciclável Benfica/Sete-Rios, enquanto o eixo ciclável Avenida Gago Coutinho custará quase três milhões de euros.

A segunda fase do eixo ciclável Ocidental terá um custo de cerca de 2,5 milhões de euros e as obras de construção das redes cicláveis Carnide-Telheiras e Parque das Nações estão orçadas, cada uma, em cerca de 2,1 milhões de euros.

Além destas ciclovias, o contrato entre a Câmara de Lisboa e a EMEL inclui a construção da segunda fase do Eixo Avenida Manuel da Maia - Avenida Afonso Costa, a segunda fase do eixo ciclável Alvalade - Gago Coutinho, a segunda fase do eixo ciclável Avenida dos Combatentes - Lima Bastos, a rede ciclável Olivais Norte, o eixo central Campo Grande Norte - Lumiar e a rede ciclável Campo de Ourique - Campolide.

Ficam ainda contratadas entre a autarquia e a EMEL as empreitadas do eixo ciclável Avenida de Berlim, rede ciclável Avenidas Novas - Arroios, a segunda fase da rede ciclável complementar Alvalade - Areeiro, a rede ciclável Avenidas Novas/Bairro de Santos, o eixo ciclável Avenida Egas Moniz/Gama Pinto, a rede ciclável Marvila e o eixo ciclável Arroios/Almirante Reis.

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