expresso.ptexpresso.pt - 4 dez 11:54

Ministro francês alerta para presença de radicais em manifestações paralelas à greve

Ministro francês alerta para presença de radicais em manifestações paralelas à greve

O ministro do Interior francês afirmou que “centenas” de radicais são esperados nas marchas em Paris e “alguns milhares” em todo o país, nas manifestações paralelas à greve de quinta-feira contra as mudanças nas reformas e pensões

O ministro do Interior da França, Christophe Castaner, alertou esta quarta-feira sobre a presença de elementos radicais e agitadores nas manifestações paralelas à greve de quinta-feira contra as mudanças nas reformas e pensões.

"Sabemos que haverá muitas pessoas nas manifestações e conhecemos os riscos. Também haverá 'black blocks' [grupos mascarados vestidos de negro] , além de radicais que decidiram juntarem-se às marchas. Os 'coletes amarelos', por exemplo, anunciaram isso", disse Castaner numa entrevista ao canal BFM TV.

O ministro do Interior afirmou que "centenas" de radicais são esperados nas marchas em Paris e "alguns milhares" em toda a França.

Para Castaner, "o verdadeiro problema" é quando 200 pessoas que causam distúrbios misturam-se com os manifestantes, o que é "muito difícil de administrar".

A polícia, que fornecerá detalhes ao longo do dia sobre o dispositivo planeado, poderá "deter (os manifestantes) sistematicamente quando ocorrerem distúrbios", acrescentou o ministro.

A greve contra as mudanças no sistema de reformas que pretende lançar o Presidente francês, Emmanuel Macron, deve paralisar quase completamente o tráfego ferroviário em todo o país, pois apenas um em cada dez comboios circulará, assim como o servi��o de metro em Paris.

Além disso, também terá efeitos sobre o tráfego aéreo. A greve de uma parte dos 3.400 controladores também resultará na supressão de 20% dos voos com origem ou chegada em França na quinta-feira, disse uma porta-voz da Direção-Geral da Aviação Civil (DGAC) à agência de notícias EFE.

Os efeitos da greve também serão notados na educação, pois espera-se que quatro em cada dez escolas em França fechem as suas portas devido à greve entre os professores.

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