eco.sapo.pteco.sapo.pt - 4 dez 16:55

Petróleo dispara com possível corte de produção da OPEP

Petróleo dispara com possível corte de produção da OPEP

Na véspera da reunião da OPEP, que poderá ditar um novo corte na produção de petróleo, a matéria-prima está a valorizar mais de 4% nos mercados internacionais.

Arranca esta quinta-feira, em Viena, na Áustria, a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), onde poderão ser anunciados novos cortes na produção de petróleo. Um dia antes desse encontro, à espera dessa decisão, o preço por barril da matéria-prima está a subir mais de 4%, tanto em Londres como em Nova Iorque.

A OPEP e os alinhados da OPEP+ estão a avaliar a hipótese de avançar com novos cortes na produção de petróleo, revelou o ministro do Petróleo do Iraque durante o fim de semana. Thamer Ghadhban antecipa uma redução em cerca de 400 mil barris diários face à produção atual. Depois deste anúncio, o petróleo subiu mais de 2% na segunda-feira.

A tendência mantém-se, sendo que esta quarta-feira o barril de Brent, cotado em Londres, e que serve de referência europeia, está a valorizar 3,5% para 62,95 dólares, enquanto o crude WTI, negociado no Texas, está a avançar 3,78% para 58,22 dólares. Ambos estiveram já a valorizar mais de 4%.

Há três anos que os países exportadores da OPEP têm implementado cortes na produção do ouro negro, com o objetivo de combater a produção crescente dos Estados Unidos, que se tornaram o maior produtor do mundo de matéria-prima.

O acordo atual, que prevê um corte de oferta de 1,2 milhões de barris por dia, foi acordado em janeiro deste ano e expira em março do próximo ano. Mas, esta terça-feira, o Iraque — segundo maior produtor de petróleo da OPEP — disse que a Arábia Saudita apoia um corte de 1,6 milhões de barris por dia, o equivalente a 1,6% da procura mundial, diz a Reuters (conteúdo em inglês).

Esta quarta-feira, o ministro do Petróleo do Iraque, Thamer Ghadhban, disse que o país apoiaria manter os cortes existentes pelo menos até o final de 2020. “Temos de dar um sinal positivo ao mercado e, na minha opinião, pelo menos devemos manter o presente acordo”, disse, citado pela Reuters.

Já o ministro do petróleo de Omã, Mohammed al-Rumhi, disse que a sua delegação iria recomendar aumentar os cortes até o final de 2020. Na semana passada, o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, citado pela agência de notícias TASS, disse que preferia que a OPEP e os aliados esperassem até abril antes de tomarem uma decisão sobre a extensão do acordo de produção de petróleo.

A OPEP vai reunir-se esta quinta e sexta-feira em Viena com os países exportadores e, se realmente decidirem avançar com novos cortes, a produção poderá passar para 1,6 milhões de barris por dia.

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