expresso.ptexpresso.pt - 4 dez 12:34

Boris Johnson lembra que “paz não pode ser tomada como garantida”

Boris Johnson lembra que “paz não pode ser tomada como garantida”

Na reunião de líderes da NATO, o primeiro-ministro britânico alertou também para a importância da cooperação no combate ao terrorismo, cinco dias depois do ataque ocorrido em Londres

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, desafiou esta quarta-feira, no discurso de abertura da Reunião de Líderes da NATO, os restantes Estados membros a renovarem o compromisso com a Aliança Atlântica, lembrando que "a paz não pode ser tomada como garantida".

"A história mostra que a paz não pode ser tomada como garantida e, mesmo quando comemoramos este aniversário, devemos garantir que os nossos atos correspondem às nossas palavras, e a atrocidade em Londres na sexta-feira passada mostra por que devemos trabalhar juntos para combater o terrorismo e a importância vital das missões da NATO para combater esta ameaça", afirmou Boris Johnson, em Watford, arredores de Londres.

Líderes de 30 países, incluindo da Macedónia do Norte, que mantém o estatuto de observador enquanto aguarda a formalização da adesão, estão reunidos desde terça-feira numa cimeira de comemoração do 70.º aniversário da organização, quatro dias depois de um ataque terrorista na capital britânica que matou duas pessoas e deixou várias feridas.

Portugal está representado pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

A despesa pública de cada um dos países com a Defesa tem sido um dos temas de discussão nesta cimeira, tendo Boris Johnson reiterado a importância de se cumprir o compromisso de investir 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre os países-membros da NATO que mais investem na Defesa estão os Estados Unidos, que lideram a lista com uma percentagem de 3,42%, seguidos pela Bulgária (3,25%), Grécia (2,28%) e Reino Unido e Estónia (ambos 2,14%).

Portugal mantém-se o 16.º membro da NATO (de um total de 29) que mais investe em Defesa, imediatamente à frente da Alemanha (1,38%), e destacadamente à frente de Bélgica (0,93%), Espanha (0,92%) e Luxemburgo (0,56%), os aliados na ?cauda' da lista.

O programa da reunião inclui um balanço do papel da NATO na luta contra o terrorismo, nomeadamente a avaliação de missões no Iraque e no Afeganistão e o papel na prevenção do ressurgimento do Estado Islâmico e de outros grupos terroristas, e a discussão sobre a violação do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF) por parte da Rússia, as implicações da ascensão da China e as ameaças à cibersegurança.

Porém, o encontro está a ser marcado por uma troca de palavras entre os presidentes de França, Emmanuel Macron, e dos EUA, Donald Trump, sobre o funcionamento e estratégias da organização.

"Neste Conselho, temos a oportunidade de fortalecer a unidade dos nossos objetivos que tornou a NATO a maior e mais bem-sucedida aliança da história e de dar novos passos que são profundamente necessários para garantir outros 70 anos de paz e segurança", vincou Boris Johnson.

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