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Bolívia ativa unidade antiterrorista para “desarticular” grupos de estrangeiros que “ameaçam” a paz

Bolívia ativa unidade antiterrorista para “desarticular” grupos de estrangeiros que “ameaçam” a paz

“Este grupo antiterrorista tem como missão desarticular totalmente todas as células terroristas que estão a ameaçar a nossa pátria”, afirmou o ministro do Interior. O governante defendeu que as instituições do Estado têm de agir para “libertar a Bolívia destes narcoterroristas que se instalaram no país nos últimos 14 anos”. Morales devolveu as críticas

O Governo interino da Bolívia ativou esta terça-feira uma unidade antiterrorista com 60 agentes para “desarticular” grupos de estrangeiros que “estão a ameaçar” a paz do país, noticiou a agência de notícias France-Presse (AFP), que cita fontes ministeriais e da polícia.

“Este grupo antiterrorista tem como missão desarticular totalmente todas as células terroristas que estão a ameaçar a nossa pátria”, afirmou o ministro Arturo Murillo, durante o ato oficial em que apresentou a força. O governante acrescentou ser necessário as instituições do Estado agirem para “libertar a Bolívia destes narcoterroristas que se instalaram no país nos últimos 14 anos”.

No mesmo evento, o novo comandante da polícia boliviana, Rodolfo Montero, falou em “grupos estrangeiros que treinaram para semear o terror junto dos cidadãos”.

Plano “a sangue e fogo contra todos os bolivianos”, acusa Morales

O ex-Presidente Evo Morales, que se exilou no México após a sua demissão a 10 de novembro, reagiu no Twitter. “Os golpistas que tomaram o poder na Bolívia agora inventam histórias incríveis para culpar outros pelo terror que eles mesmos estão a impor a partir do Estado”, escreveu.

Ver Twitter

Morales acrescentou que “o único plano terrorista” está a ser levado a cabo, “a sangue e fogo contra todos os bolivianos”, pelo que apelida de “golpistas”.

Desde que chegou ao poder, o Executivo da Presidente interina, Jeanine Áñez, denunciou a presença de estrangeiros encarregados de semear o terror no país, designadamente colombianos, cubanos, peruanos e venezuelanos. O Governo acusa estes estrangeiros de serem responsáveis por provocar confrontos entre civis e forças combinadas do Exército e da polícia que, em mais de um mês de incidentes, provocaram 33 mortos.

A polícia deteve em Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia, o argentino Facundo Molares Schoenfeld, que identificou como um antigo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e como promotor de graves confrontos naquela região.

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