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Gaiense de milionário espanhol instala Cálem no Porto em edifício de 1523

Gaiense de milionário espanhol instala Cálem no Porto em edifício de 1523

Marcas detidas pela Sogevinus (que é controlada pelo espanhol Abanca), como a Cálem, a Kopke e a Burmester, “pisam”, finalmente, a cidade do Porto, com a abertura de uma loja na Rua das Flores, provavelmente a artéria mais “trendy” da cidade.

Apesar do nome, o vinho do Porto jamais pisa nesta cidade. Produzido no Alto Douro Vinhateiro, sempre foi transportado para as caves situadas em Vila Nova de Gaia.

Agora, tantos séculos depois, o espanhol dono de um grupo que detém a Kopke - a casa mais antiga de vinho do Porto, fundada em 1638 - e a Cálem, nascida em 1859 e que é a marca líder nacional, fez desaguar estas nobres insígnias, por meios próprios, na cidade Invicta.

Herança da aventura vitivinícola iniciada em 1998 por uma "caja" galega ao entrar na Cálem, a Sogevinus, grupo sediado em Gaia, que é detido pelo espanhol Abanca e controlado pelo milionário Juan Carlos Escotet, abriu uma loja na portuense Rua das Flores, num edifício que data de 1523, construído pouco tempo após a abertura desta artéria.

"A abertura desta loja prende-se com a vontade do grupo ter uma presença na cidade do Porto", afirmou Maria Manuel Ramos, diretora de turismo da Sogevinus, em comunicado.

"A escolha da localização na Rua das Flores foi estratégica, na medida em que se trata atualmente de uma das artérias mais ‘trendy’ e icónicas da cidade, pelo que faz todo o sentido que o vinho do Porto, um dos elementos mais fortes da identidade portuense, tenha aqui uma representação de destaque", explicou a mesma responsável da Sogevinus.

O novo espaço ocupa uma área de 160 metros quadrados e posiciona-se como um local de experiêcias. Além de integrar o portefólio das várias marcas do grupo, é possível fazer provas combinadas de vinhos e aprender mais sobre aquilo que distingue os diferentes tipos de vinhos do Porto e do Douro, ou optar por fazer um "pairing" com chocolate e queijos.

Há ainda degustações de vinho a copo (com várias sugestões de Porto branco, ruby ou tawny e DOC Douro) e de "cocktails" feitos a` base de vinho do Porto, que poderão ser acompanhadas por outros sabores de produtos nacionais como o queijo, o azeite ou o pastel de nata.

Além da Cálem e da Kopke, a Burmester, a Velhotes e a Barros são as outras marcas de vinho do Porto detidas pela Sogevinus, grupo que fechou o último exercício com uma faturação de 40 milhões de euros, com o turismo a contribuir já com 20% das receitas.

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