www.publico.ptpublico@publico.pt - 4 dez 17:55

Os oceanos estão a chamar por nós, será que estamos a ouvir?

Os oceanos estão a chamar por nós, será que estamos a ouvir?

É preciso agir agora. Temos de tomar consciência de que os nossos atos têm efeitos no planeta e é preciso efetivamente mudar a maneira como pensamos, para que as nossas escolhas e ações mudem.

O plástico é um dos temas quentes do momento nas agendas das várias organizações, instituições e entidades governamentais. A preocupação com as suas consequências para o ambiente, e principalmente para os oceanos, tem tomado conta de conversas e ações com um foco na crítica constante à sua produção e utilização.

No entanto, ao contrário do que muitos afirmam, o problema com o plástico não está na sua existência. Está sim na sua utilização desmedida e no errado tratamento que lhe foi e é dado após a utilização, nomeadamente por ser um material que nunca se chega efetivamente a decompor.

É neste mau encaminhamento do plástico a seguir ao uso que reside, em grande medida, a origem da situação preocupante que ameaça, de forma silenciosa, os oceanos e a vida marinha. E a cada ano que passa o cenário piora: estima-se que circulem atualmente nos oceanos 150 milhões de toneladas de plástico e que, todos os anos, entrem neles oito novas toneladas.

De acordo com dados da ONU, em todo o mundo, apenas 9% do plástico produzido é reciclado, o restante leva centenas de anos a degradar-se e, durante este período, grande parte vai parar aos oceanos. E o lixo marinho tem consequências dramáticas em todo o planeta. Não são “só” as mais incríveis paisagens que ficam destruídas com a quantidade de plástico que circula nas águas e dá à costa, são centenas de espécies postas em risco, que consequentemente prejudicam outros milhares de seres vivos e que, mais tarde ou mais cedo, irá afetar os seres humanos, através da cadeia alimentar, por exemplo.

Portanto, é preciso agir agora. Temos de tomar consciência de que os nossos atos têm efeitos no planeta e é preciso efetivamente mudar a maneira como pensamos, para que as nossas escolhas e ações mudem.

Precisamos de prolongar a vida dos materiais e aplicar a economia circular (reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar) no nosso dia-a-dia transformando-a num hábito tão intrínseco como lavarmos os dentes após as refeições. Todos somos agentes de mudança e temos, por isso, de ser exemplos disso, em casa, nas escolas, em viagem, onde quer que estejamos.

Esta é uma responsabilidade partilhada entre os consumidores, a indústria e organizações.

A Sociedade Ponto Verde, com os seus clientes, sublinha a urgência em chegar a novas ideias e soluções que tenham em atenção, não só a qualidade da embalagem, como também a sua reciclabilidade e reduzido impacto no ambiente.

Esta é mais uma das missões conjuntas que a SPV abraça por um futuro melhor.

Por reconhecer a urgência em agir na proteção dos oceanos, a Sociedade Ponto Verde criou o prémio Ocean’s Calling, inserido numa iniciativa ao nível europeu, projeto Oceanwise, cofinanciado pelo Interreg Atlantic Area, que procura chamar a atenção para a realidade da poluição dos oceanos e, em particular, incentivar a criação de projetos e medidas que apresentem melhores práticas de produção, uso, recolha e reciclagem de embalagens de esferovite (EPS/XPS – produtos de Poliestireno Expandido e Extrudido) e que a longo prazo reduzam o impacto destas embalagens no Oceano Atlântico.

Apresente a sua ideia para resolver esta problemática. Estudantes, investigadores, organizações, têm aqui uma oportunidade de dar um contributo efetivo na resolução da problemática da poluição dos oceanos, em particular da esferovite. Participe!

O futuro dos oceanos e do meio marinho está, literalmente, nas nossas mãos. Se o oceano chama, responda!

A autora escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

1
1