expresso.ptexpresso.pt - 4 dez 18:31

Orçamento: para salvar o SNS, mais dinheiro não chega

Orçamento: para salvar o SNS, mais dinheiro não chega

A pouco mais de uma semana de o Governo entregar a proposta de Orçamento do Estado, os bastonários dos Médicos e Enfermeiros e o economista Pedro Pita Barros garantem que será preciso mais do que um reforço financeiro para salvar o SNS do estado crítico. Entrevistados pelo Expresso e SIC, alertam para a necessidade de uma aplicação criteriosa das verbas e uma organização eficiente, que garanta autonomia na gestão e novos regimes de trabalho. A bastonária Ana Rita Cavaco desafia os médicos e os farmacêuticos a trabalharem por turnos, lado a lado com os enfermeiros

O Orçamento do Estado para a Saúde em 2020 tem de ir muito além de um reforço de verbas para ser capaz de tratar de forma eficiente o estado crítico em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ter mais dinheiro faz falta tanto como uma melhor organização que garanta autonomia na gestão e novos regimes de trabalho. “Se simplesmente colocamos dinheiro para resolver problemas sem pensar, fazemos desaparecer o dinheiro mas não os problemas”, avisa o economista de Saúde Pedro Pita Barros.

Entre as prioridades está a valorização dos profissionais. “O principal que temos de fazer nos serviços públicos de saúde é valorizar o trabalho das pessoas”, defende o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães. “Não conseguimos melhorar se continuarmos a pagar salários miseráveis, porque os médicos têm outras opções e a concorrência é grande. Portugal não está a saber adaptar-se a ter as portas abertas para a Europa.”

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