expresso.ptexpresso.pt - 4 dez 12:58

UE pressiona primeiro-ministro maltês para demitir-se já

UE pressiona primeiro-ministro maltês para demitir-se já

A chefe da missão da UE em Malta, Sophia in't Veld, admitiu estar preocupada quanto à investigação sobre o homicídio da jornalista Daphne Caruana Galizia

A missão da União Europeia (UE) para Malta apela ao afastamento imediato do primeiro-ministro do país, Joseph Muscat, na sequência do homicídio da jornalista Daphne Caruana Galizia.

De visita a Malta, a chefe da missão, Sophia in't Veld, admitiu estar preocupada quanto aos desenvolvimentos do caso após uma reunião com o primeiro-ministro, Joseph Muscat, e o ministro da Justiça maltês, Owen Bonnici. A eurodeputada holandesa lamentou ainda que a confiança entre a UE e Malta esteja a ser seriamente afetada, sem garantias dadas pelo Governo.

“Penso que todos reconhecem, incluindo o primeiro-ministro maltês, que cometeu alguns erros graves de julgamento e devo dizer que não é necessário outro erro de julgamento”, afirmou Sophia in't Veld em conferência de imprensa, em Valleta.

Também a comissária europeia da Justiça, Vera Jurova, manifestou dúvidas quanto credibilidade do executivo de Malta e pediu uma investigação sobre o homicídio da jornalista Daphne Caruana Galizia “sem qualquer interferência política”. As preocupações de Vera Jurova foram comunicadas por telefone ao ministro da Justiça maltês, Owen Bonnici.

Matthew Caruana Galizi, um dos filhos da jornalista assassinada, considerou que a resposta de Bruxelas ao escândalo em Malta tem sido “uma grande deceção”, enquanto Mandy Mallia, a irmã da repórter, defendeu também que a UE deve pressionar o chefe do executivo maltês para renunciar já ao cargo.

Na semana passada, demitiram-se o chefe de gabinete do primeiro-ministro maltês assim como o ministro do Turismo, Conrad Mizzi e o ministro da Economia, Chris Cardona na sequência do inquérito sobre o homicídio da repórter.

Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, era uma conhecida jornalista que investigava casos de corrupção que envolviam políticos e empresários em Malta. Morreu em outubro de 2017 após terem sido colocados explosivos no seu automóvel.

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