expresso.ptexpresso.pt - 10 nov 14:19

Mais de um terço dos espanhóis já votou

Mais de um terço dos espanhóis já votou

Todos os líderes dos principais partidos já depositaram os seus votos nas urnas e mais de um terço dos eleitores também. O domingo será longo em Espanha, desejosa de saber se o impasse governativo será ultrapassado

Votar a favor de um líder ou de um partido ou votar contra a manutenção de uma situação de paralisia governtativa já terá levado mais de 37,92% dos eleitores espanhóis a dirigirem-se às urnas até às 14h do país vizinho. Os dois grandes receios estão interligados: o de um elevado nível de abstenção e o de que o impasse governativo se mantenha. Já são quatro eleições em quatro anos.

O primeiro-ministro espanhola em funções, Pedro Sánchez, foi o primeiro para dar o exemplo, por volta das 9h30 em Espanha, e aproveitou a oportunidade para reforçar a ideia de que o exercício do voto é um instrumento de reforço da democracia. O líder do PSOE disse estar "razoavelmente otimista"e encorajou os cidadãos a votarem, contribuindo para "a estabilidade necessária para formar governo e colocar Espanha a andar".

Já Pablo Iglesias, do Unidos Podemos, estendeu a mão aos socialistas, mostrando-se disponível para formar um governo conjunto com o PSOE. "Pensamos que combinar a valentia de Unidos Podemos com a experiência do Partido Socialista poderia converter o nosso país numa referência de políticas sociais", afirmou Iglesias à boca da urna.

A estabilidade política foi o argumento utilizado pelo candidato do Partido Popular, Pablo Casado: "Creio que o mais positivo seria que houvesse um resultado claro, que permitisse desbloquear a situação política que já está a afetar a economia e as expectativas dos espanhóis." Para Alberto Riveras, líder do Ciudadanos, o partido que deverá sair mais penalizado destas eleições, a solução passa pelos votos dos indecisos e moderados.

O último a votar terá sido Santiago Abascal, líder do partido de extrema direiita Vox, que, sem falar explicitamente na situação da Catalunha, afirmou que "todos os espanhóis, sem distinção, exercem juntos a soberania nacional e querem que continue a ser assim". Para completar: "Desejamos que o resultado sirva para afiançar a unidade de Espanha."

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