visao.sapo.ptvisao.sapo.pt - 10 nov 07:00

Os vinhos de Luísa Amorim: Qualidade, diz ela

Os vinhos de Luísa Amorim: Qualidade, diz ela

A mais nova das três herdeiras do Grupo Amorim lidera a área dos vinhos, que vai crescendo e ganhando protagonismo. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, sobre os vinhos de Luisa Amorim

Anuncia-se a chegada ao mercado de novas colheitas dos topos de gama da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, gerando natural expectativa, porque já são suficientemente conhecidos e prestigiados: os tintos Quinta Nova Vintage 2017, Grande Reserva 2017, Referência 2017 e Mirabilis 2017; e o branco Mirabilis 2018. Ficamos atentos, obviamente. Entretanto, acaba de ser lançado o tinto Aeternus 2017, também da Quinta Nova, feito em homenagem “a uma obra eterna, a um Homem que deixou uma profunda marca, com o nome Américo Amorim”, conforme disse a filha, Luísa, na apresentação, exatamente 20 anos depois de o empresário ter apostado no negócio do vinho e na compra da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, no Douro, que ele amava, e dois anos passados sobre a sua morte. Um vinho nascido de uma grande colheita e com tudo para se tornar emblemático.

Além da Quinta Nova, com as vertentes do vinho e enoturismo, Luísa Amorim tem um projeto de vinho seu, que resulta de um investimento pessoal: a Herdade Aldeia de Cima, na serra do Mendro, junto de Vidigueira. Pode orgulhar-se, até, de ser autora da primeira vinha plantada em patamares tradicionais no Alentejo. A colheita de 2017 deu as primeiras alegrias com os vinhos Alyantiju Tinto 2017 e Alyantiju Branco 2017, e os Reserva Tinto 2017 e Reserva Branco 2017, também muito bons. “Sempre acreditei muito no Alentejo, uma região vinícola de enorme tipicidade e a única que reúne quase todos os tipos de solos existentes em Portugal”, afirma Luísa Amorim. As provas que apresenta são mais do que convincentes.

Aeternus Douro Tinto 2017
Feito com uvas de castas indígenas de uma vinha centenária, produção limitada a 3 566 garrafas, que só se repetirá em anos excecionais, tem cor profunda, aroma concentrado e complexo, estrutura elegante e firme, evidenciando personalidade invulgar e muito longa vida. Uma obra de arte. €140

Alyantiju Branco 2017
Cem por cento da casta Antão Vaz, que tem na Vidigueira um dos seus territórios de eleição, seduz com a cor amarela citrina luminosa, o aroma fino a flores e a frutos cítricos com mineralidade refrescante, o paladar elegante, cheio e sedutor, que permanece. Memorável. €32

Aldeia de Cima Reserva Tinto
Elaborado com uvas das castas Trincadeira, Alfrocheiro e Aragonez, estagiou por nove meses em barricas de carvalho-francês, novas e usadas, e uma parte dele por mais seis meses em cimento e barro, resultando daí a profundidade da cor, a complexidade aromática, a frescura, o equilíbrio e a riqueza do paladar. €15

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