expresso.ptexpresso.pt - 10 nov 22:32

Michio Kaku. "A internet dá poder a quem não o tem, o que reforça a democracia"

Michio Kaku. "A internet dá poder a quem não o tem, o que reforça a democracia"

É um dos mais conhecidos futurólogos do mundo. Autor de livros de divulgação científica e de séries de TV, o popular físico teórico norte-americano estará pela primeira vez em Portugal a 16 de novembro, na conferência “Ciência e Universo”, na Aula Magna de Lisboa, no âmbito do “Mês da Ciência e da Educação”, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Otimista quanto à evolução tecnológica, diz que dentro de 100 anos “seremos capazes de explorar o Universo à velocidade da luz”


Na Web Summit, em Lisboa, a partir do seu exílio em Moscovo, Edward Snowden disse que o regulamento de proteção de dados da UE é insuficiente, a tecnologia não é capaz de proteger as pessoas e os governos têm um poder de vigilância sobre os cidadãos que nunca tiveram. É verdade?
A internet é uma tecnologia muito recente em termos históricos e portanto estamos ainda no Oeste selvagem. Mas este caos inicial onde interferem empresas, governos ou criminosos é temporário. A Natureza demorou milhares de milhões de anos a evoluir e ainda hoje luta contra os vírus, contra o caos. A internet foi criada pela agência militar norte-americana DARPA e por isso não tinha regras nem restrições. Os cientistas da agência deviam ter regulado esta rede, mas foi concebida com outro propósito, era uma arma militar.

A Inteligência Artificial é uma ameaça à nossa liberdade de escolha ou uma oportunidade para nos livrarmos de tarefas maçadoras?
Nas próximas décadas, a IA será um fonte de empregos e de grande atividade económica, eliminando os empregos maçadores, perigosos e sujos. Mas, no final do século, talvez os robôs se tornem mais inteligentes, passando da inteligência dos insetos como têm hoje para a inteligência dos macacos em 2100. Neste ponto, os robôs poderão tornar-se perigosos, porque os macacos são autoconscientes e as máquinas de hoje não são. Mas teremos tempo para colocar chips nos seus cérebros e sistemas à prova de falhas para desligá-los no caso de se tornarem perigosos.

Este é um artigo exclusivo. Se é assinante clique AQUI para continuar a ler (também pode usar o código que está na capa da revista E do Expresso).

Torne-se assinante

1
1