expresso.ptexpresso.pt - 9 nov 22:21

“Almanaque”, a revista no limite da contestação a Salazar

“Almanaque”, a revista no limite da contestação a Salazar

Irrita os intelectuais, ilude a censura e ousa criticar Amália. Em 1959, em pleno Estado Novo, a revista “Almanaque” reúne um capital inédito de talentos da oposição, de Cardoso Pires a Alexandre O’Neill, de Sttau Monteiro a José Cutileiro, de Augusto Abelaira a Vasco Pulido Valente. O programa é simples: não respeitar ninguém. Faz agora 60 anos

Aquele que seria o único semanário português queria pôr os portugueses a pensar. Um tema, várias perspetivas. Como este, que levara o futuro diretor, Figueiredo Magalhães, a telegrafar a José Cardoso Pires, de passagem por Berlim: “Pode seguir, entrevista Gomulka.”

“Ocorreu-me que poderia enviar três escritores a três países de diferentes latitudes e onde se tivessem verificado acontecimentos importantes”, contaria em 1999 à revista “LER”. Castro Soromenho ficaria com Tito, arquiteto da nova Jugoslávia, Alexandre O’Neill com Nasser, que afastara o rei Farouk do Egito, e Cardoso Pires com o comunista que em 1956 conseguira conter a revolta social na Polónia, bem para lá da cortina de ferro.

Este é um artigo exclusivo. Se é assinante clique AQUI para continuar a ler (também pode usar o código que está na capa da revista E do Expresso).

Torne-se assinante

1
1