expresso.ptMiguel Sousa Tavares - 9 nov 08:32

A TAP: como liquidar uma bela empresa

A TAP: como liquidar uma bela empresa

Porque a memória dos homens é curta, registo os nomes dos liquidatários daquela que foi uma das raras empresas públicas de referência deste país: Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro; António Pires de Lima, ministro da Economia; Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes; Miguel Relvas, artífice de toda a trama; e Luís Silva Ribeiro, presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil

1 Episódio 1, passado com um familiar meu, no princípio desta semana, no voo TAP Toronto-Lisboa. Duração do voo de sete horas e meia, saída com uma hora de atraso, voo nocturno, com partida local à 1h e chegada a Lisboa às 11h. Constatando que o voo vai cheio, que não há espaço no banco e que há passageiros próximos que provavelmente vão incomodar com ruído toda a noite, o passageiro pergunta ao chefe de cabine se pode usar as milhas de que dispõe, mais dinheiro, se necessário, para obter um upgrade. A resposta deste, em tom altivo, é: “Não, não pode. E, em breve, já não poderá nem no balcão de embarque.” Considerando que se trata de uma empresa que registou 118 milhões de euros de prejuízos em 2018 e que no primeiro semestre de 2019 já vai em 120 milhões, trata-se de uma resposta adequada a toda uma inteligente estratégia empresarial.

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