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Cabo Verde quer criar startups para conquistar o mundo

Cabo Verde quer criar startups para conquistar o mundo

Estratégia Cabo Verde Digital conta com programa de formação em parceria com a Academia de Código e o apoio direto do primeiro-ministro.

Cabo Verde foi o único país africano a apresentar-se com um espaço próprio na Web Summit e não foi por acaso. O país da morna tem uma estratégia para conquistar o mundo através das startups e do desenvolvimento tecnológico. Pedro Lopes, secretário de Estado da Inovação, é o grande responsável pela Cabo Verde Digital, que é apresentada esta sexta-feira em Lisboa e que conta com o apoio direto do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

“A dimensão de Cabo Verde, que antigamente podia ser um fator limitativo, hoje em dia é um fator positivo. A flexibilidade de um país pequeno permite-nos tomar decisões rápidas. Queremos atrair a diáspora, surpreender o mundo e mostrar que num país pequenino no meio do Atlântico estão a fazer-se coisas fantásticas na área das novas tecnologias e desafiar a nossa comunidade local a olhar para todo o mundo”, destaca Pedro Lopes em entrevista ao Dinheiro Vivo.

A estratégia Cabo Verde Digital inclui uma parceria com a Academia de Código, que vai passar por um “projeto de reconversão profissional dos nossos jovens empregados”; lançar uma bolsa, de seis meses, “para apoiar quem está a começar uma startup“; e ainda criar um programa de “soft landing para startups estrangeiras interessadas em apostar no continente africano”.

Academia de Código. Um curso intensivo para mudar de vida

Na Web Summit, o país também esteve a promover “organizações não governamentais, autoridades oficiais e a universidade de Cabo Verde”.

A criação de um ecossistema em Cabo Verde também vai levar à realização de eventos para criar startups. Nos fins de semana de 15-17 e 22-24 de Novembro vão decorrer, em Mindelo e Praia, dois eventos Startup Weekend – parceria entre a Google e a aceleradora Techstars para lançamento de novos negócios.

Além de apoiar startups, a Cabo Verde Digital também quer preparar a população para os desafios tecnológicos. “Queremos ser o primeiro país do mundo a ensinar programação como língua estrangeira. e que as pessoas tenham ferramentas para encontrar soluções para os nossos desafios.”

Whats happening? @DinodSantiago visited our stand today! It´s the third day of Web Summit and we continue to spread the news about the ecosystem of our digital paradise! #caboverde #websummit2019 #digitalparadise pic.twitter.com/GyiCz9m39r

— Cabo Verde Digital (@caboverdigital) 7 de novembro de 2019

É por isso que todas as escolas secundárias de Cabo Verde “estão equipadas com um web lab – que chamo de ginásio de geeks. Isto permite a todos os jovens aprenderem a programar e também saber robótica.” Este país lusófono também estar a apostar nas infraestruturas, “sobretudo em cabos submarinos e parques tecnológicos”.

Pedro Lopes apresenta ainda outros argumentos: “As instituições em Cabo Verde funcionam, temos bons índices democráticas, os nossos índices de desenvolvimento são elevados; os espaços para empresas são acessíveis; a mão de obra está bem preparada e com uma taxa de literacia de 95%. Estamos a 1 hora do Senegal, a três horas e meia da Europa; somos o país mais próximo dos Estados Unidos e do Brasil.

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