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Carlos Tavares disponível a "todas as concessões" para que Bruxelas aprove fusão

Carlos Tavares disponível a "todas as concessões" para que Bruxelas aprove fusão

Carlos Tavares está disponível a fazer todas as concessões para garantir a aprovação de Bruxelas à fusão entre a PSA e a Fiat Chrysler. Um acordo vinculativo deverá ser assinado dentro de semanas, mas a fusão só deverá ser efetiva daqui a pelo menos um ano.

O CEO do grupo PSA, Carlos Tavares, disse esta sexta-feira estar disponível a "todas as concessões" para obter "luz verde" de Bruxelas para a fusão entre a PSA e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA).


A união entre os dois grupos, anunciada a 31 de outubro, dará origem ao quarto maior fabricante automóvel mundial, numa operação avaliada em cerca de 45 mil milhões de euros.


Em entrevista ao canal económico francês BFM Business, o gestor português disse estar preparado para fazer "todas as concessões" necessárias para assegurar a concordância das autoridades europeias.


Carlos Tavares disse ainda que "dada a necessidade de obter uma série de aprovações de reguladores, um negócio desta natureza não ficará fechado em menos de um ano".


No entanto, o CEO do grupo francês espera que um "acordo vinculativo" entre a PSA e a FCA seja assinado nas próximas semanas e a BFM Business, citando fonte próxima do processo, adianta que os dois grupos esperam assinar esse acordo no início de dezembro.


Carlos Tavares garantiu que todas as marcas abrangidas pela fusão serão mantidas. O novo grupo terá um total de 14 marcas: Peugeot, Citroën, DS, Vauxhall e Opel, vindas da PSA, e Fiat, Alfa Romeo, Lancia, Maserati, Abarth, Chrysler, Dodge, RAM e Jeep oriundas do grupo ítalo-americano.

"A entidade resultante da fusão terá um número significativo de marcas, de facto, mas menor do que o do nosso principal rival alemão", sublinhou Tavares, aludindo ao grupo Volkswagen.


"Parte do desafio será gerir a natureza de complementaridade destas marcas para cobrir o mercado", acrescentou.


O futuro líder do novo gigante automóvel estimou em mais de cinco mil milhões de euros as necessidades de investimento da PSA para desenvolvimento tecnológico na próxima década.

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