expresso.ptexpresso.pt - 8 nov 13:22

Sete arguidos acusados de corrupção no chamado caso da “máfia do sangue”

Sete arguidos acusados de corrupção no chamado caso da “máfia do sangue”

Deduzida a acusação pelo Ministério Público contra sete arguidos, entre eles uma pessoa coletiva. O caso envolve dirigentes da administração pública corrompidos para manipular concursos

O Ministério Público (MP) deduziu esta sexta-feira acusação contra sete arguidos pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais, no âmbito do inquérito “O Negativo”.

A investigação, realizada pela Polícia Judiciária, encontrou indícios suficientes de que terá sido montado um esquema de corrupção e branqueamento de capitais para a obtenção de um monopólio no mercado de plasma humano inativado (uma componente do sangue) e no fornecimento de derivados do sangue a hospitais públicos. No comunicado da Procuradoria-Geral da República não são revelados os nomes dos arguidos, indicando-se apenas que um deles é uma “pessoa colectiva”.

A nota diz ainda que que o MP pediu a condenação de dois arguidos “na pena acessória de proibição do exercício de funções, bem como a perda de vantagens a favor do Estado”.

O processo levou já à detenção do médico Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM e presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo até 2015, que foi um dos jurados do concurso que deu à farmacêutica Octapharma o monopólio de fornecimento de plasma inativado, e de Paulo Lalanda e Castro, administrador demissionário da farmacêutica em Portugal, que foi detido na Alemanha.

Notícia atualizada às 14h46

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