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Que estratégias é que as empresas podem tomar para fazer face a cibercrimes? A Siemens responde

Que estratégias é que as empresas podem tomar para fazer face a cibercrimes? A Siemens responde

Durante o Web Summit a global chief do departamento de cibersegurança da empresa alemã deixou quatro conselhos às empresas para responder a este que é um problema crescente. ...

"Não vamos sobreviver aos próximos 10 anos sem a cibersegurança", pelo menos a Siemens. Foi esta a primeira ideia da global chief do departamento de cibersegurança da Siemens, Natalia Oropeza, numa sessão que teve lugar no Web Summit. Alertando para a importância desta área, a especialista deixou três conselhos para enfrentar o problema crescente de cibercrime.

Ignorar o risco do cibercrime será, na opinião da representante da empresa, fatal para a Siemens, porque isso significa que não poderá contar mais com a confiança dos seus clientes. Garantindo que já não se trata de um problema apenas de dados, Natalia Oropeza mostrou-se “assustada” com o facto de a cibersegurança ser algo que afeta cada vez mais todas as áreas e o dia-a-dia de qualquer pessoa.

Uma área que já é considerada em muitas empresas como o principal fator de risco de negócio, o cibercrime pode afetar serviços variados como a monitorização, as infraestruturas e a análise de dados. Por isso, estratégias como inteligência artificial, blockchain e big data são fatores importantes para enfrentar este problema, recordou, juntamente com uma equipa de especialistas na área.

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Numa altura em que a Siemens sofre milhares de ataques todos os meses, basta um simples ataque bem sucedido para ter um “impacto catastrófico” na empresa. Mas porque é que esta realidade está a aumentar? Como Natalia Oropeza explicou, o software está em constante mudança, o que resulta em lacunas. E é exatamente a partir dessas falhas que os hackers atacam.

Quais são as estratégias que as empresas devem seguir para combater o cibercrime?

Apesar de afirmar que o cibercrime está a aumentar, Natalia Oropeza garante que existem medidas que as empresas podem tomar para fazer face a esta tendência crescente. A especialista em cibersegurança destacou em primeiro lugar a necessidade de conhecimento do ambiente de cada empresa, nomeadamente as redes, para que possa ser protegida de forma efetivamente correta, desde a infraestrutura até aos próprios produtos.

A investigação foi outro tópico destacado por Natalia Oropeza, bem como a aposta em parcerias que ajudem a aumentar a confiança dos clientes de cada empresa. Por fim, a educação digital foi outra questão abordada pela especialista, que destaca a necessidade de educar não só as empresas, como também família e amigos.

Reforçando que o cibercrime é uma realidade que está a aumentar em todo o mundo, Natalia Oropeza deixou outro conselho aos participantes do Web Summit: “sejam responsáveis no mundo digital”.

O Web Summit visto pelo SAPO TEK

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