expresso.ptexpresso.pt - 8 nov 17:13

CGD obtém lucros de 641 milhões de euros, mais 74% do que no ano passado

CGD obtém lucros de 641 milhões de euros, mais 74% do que no ano passado

Vendas das operações internacionais ajuda à escalada do resultado da Caixa Geral de Depósitos nos primeiros nove meses do ano

A Caixa Geral de Depósitos obteve lucros de 641 milhões de euros entre janeiro e junho, o que corresponde a uma subida de 74% em relação ao mesmo período do ano passado.

A ajudar os resultados do banco público estiveram as vendas de operações internacionais, nomeadamente Espanha e África do Sul.

Olhando para o resultado líquido recorrente, portanto excluídos estes aspetos que não se repetem, fica nos 481 milhões de euros. O que está aqui em causa é a reversão parcial de imparidades que tinham sido constituídas, no valor de 159 milhões, o que dá o impulso positivo nos resultados.

Proveitos estagnados

A margem financeira cedeu 2,2% para 852 milhões, caindo mais de 6% na atividade doméstica. O banco liderado por Paulo Macedo justifica a evolução neste indicador (que mede a diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) com a “conjuntura de taxas de juro”. As comissões subiram 2%.

O produto bancário ficou praticamente estagnado nos primeiros nove meses, crescendo apenas 0,1% para 1,39 mil milhões.

Os custos de estrutura recuaram 3,7% para 700 milhões de euros, com quebras nos custos com pessoal e nos gastos gerais e administrativos.

Assim, a impulsionar as contas estiveram sobretudo as provisões e imparidades: não só os 159 milhões revertidos por conta das vendas do Banco Caixa Geral (ao espanhol Abanca) e do Mercantile (ao sul-africano Mercantile Bank).

Porém, também as imparidades para crédito – dinheiro posto de lado para precaver perdas futuras em empréstimos já concedidos – afundaram, ajudando aos lucros: foram de 4 milhões quando, entre janeiro e junho de 2018, tiveram um peso de 116 milhões.

Depósitos sobem, crédito cai

Os recursos de clientes da CGD em Portugal aumentaram de menos de 71 mil milhões para mais de 72 mil milhões de euros, sobretudo devido a depósitos de particulares.

Já o crédito a clientes na actividade doméstica recuou 11% e relação a Setembro do ano passado, penalizado pelas empresas (recuou 9%), nos institucionais (cedeu 79%) e nos particulares (caiu 4,3%). O banco explica que a quebra se deve à venda de crédito malparado (que leva a diminuir o montante bruto da carteira).

O rácio de ativos não produtivos (NPE), onde está o crédito malparado, ficou em 5% em Setembro, abaixo dos 6,7% no final de 2018. Ainda são 4 mil milhões de euros.


(Notícia atualizada às 17.37 com mais informações)

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