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Pires de Lima desafia Adolfo Mesquita Nunes para liderança do CDS

Pires de Lima desafia Adolfo Mesquita Nunes para liderança do CDS

O gestor e ex-ministro da economia, António Pires de Lima, garante que não se vai candidatar à liderança do CDS, mas deixa já uma possibilidade.
António Pires de Lima, nem que lhe peçam, não se candidata à liderança do CDS-PP, garantiu em entrevista na Conversa Capital, ao Negócios e Antena 1.

"Não, essa é uma questão que está resolvida na minha cabeça e no meu coração há muitos anos. E acho que nem devo alimentar a esse respeito qualquer ilusão", começou por dizer Pires de Lima, tendo, depois, dito preto no branco: "Estou a dizer-lhe muito claramente que não serei líder ou não serei candidato à liderança do CDS", garantiu.

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Na primeira entrevista dada após as eleições de 6 de outubro, em que, segundo comenta, o CDS teve um resultado "muito mau", Pires de Lima assume que não é isso que quer para o futuro. Mas vai mais longe. Deseja um líder moderado para o CDS. 

Afasta Paulo Portas dessa possível corrida, dizendo que "n ão sou capaz de dar esse conselho [de voltar a ser líder do CDS] ao meu amigo Paulo. A vida tem ciclos e creio que ele hoje está concentrado noutras atividades, que aliás lhe dão bastante prazer, bastante gozo, talvez seja bom continuar a manter-se focado nessa vida que escolheu depois de ter saído da liderança".

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Há, em seu entender, várias possibilidades, mas acaba mesmo por atirar um nome. "Eu tenho esperança que mais cedo ou mais tarde - e se pudesse ser mais cedo do que mais tarde tanto melhor - o talento do Adolfo Mesquita Nunes, que é imenso, possa ser posto à prova numa função de liderança na política. Acho que seria um grande desperdício para o CDS se isso não viesse a acontecer no nosso partido". 

É, por isso, um desafio? "Tenho apreço pelo Adolfo, trabalhou comigo no Ministério da Economia, fizemos uma boa equipa que, ainda hoje, em termos de resultados tem consequências. O turismo é a área económica de Portugal mais dinâmica. Tem uma ótima cabeça, pensa bem, tem experiência política relevante, é um "doer" [fazedor]. Não o quero pressionar, mas penso que é, entre outros – falamos do João Almeida e poderá haver outras pessoas - que são ativos do partido e poderão eventualmente dar resposta a esse desafio que temos que resolver de uma forma rápida. Não podemos estar muitos meses com um líder indefinido nesta legislatura".

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