expresso.ptFrancisco Louçã - 12 out 08:24

O tempo de uma rosa é um dia

O tempo de uma rosa é um dia

Nas negociações ensaiadas na quarta-feira e fechadas na quinta-feira à noite, ficou-se a saber que o governo não quer maioria, quer jogo político

Desconfie se de repente lhe oferecerem flores. É mesmo assim, passada a campanha eleitoral, que teve momentos de agressividade que só poderiam surpreender quem assistiu aos últimos quatro anos, voltamos a uma espécie de diplomacia florentina e simpatia cortês, os sorrisos abundam no telejornal da noite. Quem invectivava os eleitores pela falta de entusiasmo maioritarista, ou ameaçava com o Carmo e a Trindade quem faltasse à chamada do poder absoluto, ou punia os aliados como “empecilhos”, acorreu a conversas em que se dizia que todos os formatos eram possíveis. Mas, como se viu, uma rosa só dura um dia, e tanto bastou para que o PS batesse com a porta nas negociações para um acordo de legislatura. Afinal, o PS prefere o formato da instabilidade.

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