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Qual a verdadeira idade de um cérebro? A IA está a ajudar a fazer as contas

Qual a verdadeira idade de um cérebro? A IA está a ajudar a fazer as contas

Nem sempre a idade do cérebro corresponde à idade cronológica de um indivíduo e é isso que um grupo de investigadores da área da neurociência decidiu estudar com a ...

Já se sabia que a idade cerebral é diferente da idade cronológica, e que o tempo de vida nem sempre corresponde ao mesmo nível de “quantidade” de saúde. Por isso é tão importante apurar se o “computador central” está a envelhecer mais rapidamente do que o resto das “máquinas” do nosso corpo. Só que a fórmula não é fácil de resolver. Ou não era, até agora.

Os resultados de um estudo publicado recentemente na Nature Neuroscience mostram que juntando as áreas da neurociência, longevidade e machine learning num único algoritmo foi possível prever a idade do cérebro de uma pessoa apenas com base em exames de ressonância magnética.

A partir de dados de perto de 50 mil indivíduos de diferentes escalões etários, o estudo é o primeiro do género a mostrar como distúrbios mentais comuns, como a depressão e o autismo, afetam o envelhecimento cerebral, escreve a publicação Singularity Hub. Além disso, a equipa também identificou conjuntos de genes relacionados com distúrbios neurológicos que aceleram particularmente o envelhecimento cerebral.

É inegável a importância que este cálculo poderá vir a ter como uma espécie de biomarcador para a tomada de decisão mais informada de um médico acerca dos seus pacientes mais idosos, mas também é inegável o contributo da tecnologia para apurar o cálculo.

Os estudos anteriores foram de “pequena escala”, explicam os investigadores, na medida em que analisavam apenas uma determinada faixa etária, normalmente focados num único transtorno mental e com, no máximo, algumas centenas de pessoas. Os resultados nunca poderiam fornecer uma imagem dinâmica e completa das alterações estruturais do cérebro ao longo de toda a vida útil, sublinham.

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Com a ajuda da IA, a equipa pode agregar dados de diferentes laboratórios, obtidos por diferentes scanners de ressonância magnética em diferentes configurações.

“Esta é uma validação importante”, ao mostrar que a Inteligência Artificial pode condensar informações de um grande número de imagens do cérebro, em dados interpretáveis, sem perder completamente a informação sobre regiões cerebrais individuais. Por outras palavras, alguns distúrbios podem fazer com que uma região do cérebro envelheça mais rapidamente que outras. A IA pode decifrar essas diferenças e ajudar a encontrar possíveis tratamentos, explica-se.

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