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A semana em oito gráficos: Frente comercial dá à Europa melhor semana desde fevereiro

A semana em oito gráficos: Frente comercial dá à Europa melhor semana desde fevereiro

A generalidade das bolsas europeias registou um saldo semanal positivo, com a expectativa de acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.
Europa generalizadamente no verde As bolsas do Velho Continente tiveram um saldo semanal positivo, sustentadas pelas melhores perspetivas para a frente comercial entre Washington e Pequim e para o Brexit. O melhor desempenho foi o do índice alemão Dax, que ganhou 4,15%, seguido do espanhol Ibex 35 com uma valorização de 3,48%. PSI-20 avança 1,96% O índice de referência nacional esteve entre os melhores desempenhos das praças da Europa Ocidental, com uma subida de 1,96%, elevando assim para 5,56% a sua valorização desde o início do ano. O PSI-20 foi especialmente sustentado pelas papeleiras, com destaque para os ganho agregados de 9,43% da Semapa e de 9,28% da Navigator. Papeleiras brilham em Lisboa No PSI-20, as cotadas do papel destacaram-se nos ganhos. As maiores subidas da semana couberam à Semapa, que disparou 9,43%, e à Navigator, que somou 9,28%. Mas nem todo o setor teve o mesmo desempenho, tendo a Altri sido o título que mais desceu na semana, ao recuar 2,24% no cômputo das cinco sessões. Hugo Boss com o pior desempenho do Stoxx600 A germânica Hugo Boss afundou para um mínimo de nove anos na sexta-feira, depois de ter voltado a rever em baixa as previsões de crescimento para este ano, desta vez com os protestos de Hong Kong a abalarem as contas – já que estão a ditar uma diminuição das visitas de compradores chineses ao segmento de luxo, afundando as receitas por esta via e infligindo o último golpe nas projeções da marca. A Hugo Boss recuou 16,76% na semana. Fastenal lidera ganhos no S&P 500 A liderar a tabela de melhores “performers” do índice Standard & Poor’s 500 nesta semana esteve a Fastenal, com uma escalada de 13,83%. A fornecedora norte-americana de material industrial e para a construção foi impulsionada pelos resultados do terceiro trimestre, que ficaram acima do esperado. Libra tem melhores dois dias numa década Há já uma década que a moeda britânica não tinha dois dias consecutivos com ganhos tão expressivos face à nota verde como os que viveu nas duas últimas sessões da semana. Na sexta-feira somou perto de 2%, para os 1,2656 dólares, tendo chegado a tocar um máximo do início de julho. No conjunto da semana, apreciou-se em 2,85%, a maior valorização desde 15 de setembro de 2017. A ajudar esteve um maior otimismo em torno de um acordo de saída entre Bruxelas e Londres que permita viabilizar o “divórcio” até 31 de outubro. Petróleo sobe mais com ataque a petroleiro iraniano Os preços do petróleo em Londres e Nova Iorque já estavam a ganhar terreno na semana, mas reforçaram as subidas na sexta-feira, depois de o Irão ter comunicado um ataque a um dos seus petroleiros no Mar Vermelho, próximo da costa da Arábia Saudita. O navio tinha capacidade para transportar cerca de um milhão de barris de crude e foi atingido por mísseis. Este incidente ganhou especial relevância por ter acontecido poucas semanas depois de duas importantes instalações petrolíferas da Saudi Aramco, na Arábia Saudita, terem sido alvo de ataques com drones, o que afetou fortemente a sua produção e cuja responsabilidade foi atribuída ao Irão. Estes ataques criaram fortes distúrbios do lado da oferta, afetando 5% da produção mundial, e foram seguidos por um aumento de 20% nos preços da matéria-prima. Juros sobem na Europa e EUA As taxas de juro da dívida portuguesa com maturidade a 10 anos subiram na semana, à semelhança dos restantes mercados obrigacionistas das maiores economias da Europa e também nos EUA. As melhores expectativas em torno da guerra comercial e do Brexit levaram de novo os investidores para as bolsas, depois de terem preferido comprar dívida quando o clima de incerteza foi mais intenso.

Os mercados acionistas registaram um movimento generalizadamente positivo esta semana, tanto na Europa como do outro lado do Atlântico. No Velho Continente, as bolsas somaram a terceira semana no verde.

Os investidores deram ganhos às bolsas perante a expectativa de um entendimento comercial entre os EUA e a China, numa semana em que ambas as partes regressaram à mesa das negociações.

Por outro lado, as negociações entre a União Europeia e o Reino Unido em relação ao Brexit também deram sinais positivos, o que deu mais motivos para um alívio dos investidores.

Também a libra e o petróleo se destacaram esta semana nos ganhos, ao passo que as obrigações perderam terreno - com a consequente subida dos juros da dívida.

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