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Lágrima Wine Bar, no Porto: Palavra puxa palavra

Lágrima Wine Bar, no Porto: Palavra puxa palavra

No novo bar da Baixa do Porto, viaja-se de Bragança a Lisboa, à boleia de dezenas de vinhos, a preços simpáticos. Bem-vindo ao Lágrima Wine Bar
No novo bar do centro do Porto viaja-se ao sabor de dezenas de vinhos de origem nacional

No novo bar do centro do Porto viaja-se ao sabor de dezenas de vinhos de origem nacional

Lucilia Monteiro

É no centro do Porto, ao lado do Cinema Trindade e a dois passos da câmara municipal, que encontramos o Lágrima, um wine bar para partilhar à mesa o melhor que se faz em Portugal. De Trás-os-Montes a Bucelas, com passagem pela Bairrada e pelo Douro, a região vinhateira com maior representação, a viagem faz-se sob a orientação de Nuno Ribeiro, 37 anos, o proprietário do bar, e à boleia de algumas dezenas de vinhos, servidos a copo (a partir €2,50) e em garrafa. “Sempre quis abrir um bar, algo boémio, a pensar nos fins de tarde, para ficar encostado ao balcão”, conta.

Além de vinho, servem-se cerveja artesanal – a portuguesa OPO 74 e a norte-americana Lagunitas –, cocktails clássicos, espumantes e petiscos a acompanhar, como as tábuas, compostas por queijos de diferentes origens (que chegam da Queijaria do Almada, também no Porto), enchidos transmontanos, compota, azeite e pão (a partir de €8,50). Além de baguetes de presunto e queijo da Serra (a partir de €5). “Não é um bar para turistas. São produtos de qualidade, a preço acessível”, sublinha Nuno.

Com queijos de diferentes origens, enchidos transmontanos, compota, azeite e pão, as tábuas são um excelente pretexto de visita ao Lágrima

Com queijos de diferentes origens, enchidos transmontanos, compota, azeite e pão, as tábuas são um excelente pretexto de visita ao Lágrima

Lucília Monteiro

O bar quase não tem marcas do inquilino anterior, uma loja de carteiras e malas, fechada há quase duas décadas. Aliás, desse período ficou apenas o chão e os armários, agora usados como garrafeira. De resto, mudou tudo, das paredes ao balcão. Há retratos a preto-e-branco, dos avós de Nuno, de Jimi Hendrix a beber Mateus Rosé, de Zeca Afonso e de Amália Rodrigues. “São os meus heróis”, diz.

Sendo este um bar a puxar à conversa, com 47 lugares disponíveis para sentar, pode optar-se por ficar à entrada ou subir à mezzanine, com sofás e mais intimista. A banda sonora vai do soul ao jazz, sempre numa onda tranquila, sem perturbar o diálogo.

Lágrima Wine Bar > R. Ricardo Jorge, 32, Porto > T. 91 833 9260 > seg-sáb 18h-2h

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