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IAD Portugal atrai interesse de franceses por casas nacionais

IAD Portugal atrai interesse de franceses por casas nacionais

A imobiliária coloca os anúncios dos imóveis em 200 sites em mais de 60 países. Esta montra digital garante vendas a estrangeiros.

A IAD Portugal, rede de consultores imobiliários independentes, com sede no Porto, tem no exterior o seu principal veículo de vendas. No ano fiscal 2018-2019, “mais de metade dos negócios foram realizados com estrangeiros”, precisamente 58%, com os franceses a liderar o ranking das principais nacionalidades, revela Alfredo Valente, diretor-geral da consultora no país. Para esta performance contribui a divulgação dos imóveis em 200 sites de mais de 60 países.

No último ano fiscal, a imobiliária concretizou a venda de mil casas, o que permitiu gerar um volume de negócios de sete milhões de euros. Para o exercício em curso, Alfredo Valente estima vender 1600 habitações e atingir uma faturação de dez milhões. Apesar dos muitos clientes internacionais, essencialmente franceses, ingleses, brasileiros, belgas e americanos, o responsável sublinha que as aquisições por ARI (Autorização de Residência para Atividade de Investimento) não são o mercado da IAD. “A média do valor transacionado é de 200 mil euros, são imóveis para viver ou para investimento.”

Há pouco mais de quatro anos que a IAD iniciou a sua atividade no país e já integra uma rede de 700 consultores independentes, responsáveis por uma carteira global de 8500 imóveis. Para Alfredo Valente, o crescimento da rede prende-se com o modelo de negócio, que leva ao domicílio os anúncios de imobiliário. Em Portugal, a IAD partilha a carteira por sites como o Idealista, Imovirtual, Olx, Casa Sapo, Custo Justo e BPI Expresso Imobiliário, que agregam 90% do tráfego deste setor. Mas os anúncios são também divulgados, de acordo com as suas características, no mundo. E essa é que é a “montra” da IAD, sublinha.

Mercado desajustado
A atual evolução do imobiliário português não confirma as perspetivas mais pessimistas de abrandamento, mas o setor apresenta “algum desajuste estrutural”, refere. “O mercado diz-nos que a procura ainda não parou, mas os preços não parecem muito sustentáveis no tempo”, uma vez que “não estão amigos das famílias portuguesas”.

Para Alfredo Valente, “a grande incerteza é como é que a oferta e a procura se vão encontrar nos próximos tempos, até porque há três, quatro anos a procura era essencialmente para o alojamento local, mas agora é necessário fazer um ajustamento, lançar produto novo e a preços para a classe média”. O mercado já deu sinais de incremento nos licenciamentos de novas habitações, mas “ainda vai demorar mais de dois anos a que essas casas estejam disponíveis, sendo que os preços nos últimos anos aumentaram entre 15% e 20% e os salários não estão maiores”.

A IAD Portugal é uma extensão da IAD França, fundada em 2008, quando o imobiliário vivia o tormento da crise internacional, o Facebook ainda não dominava as redes sociais, o Uber era um sonho… E foi nessa altura que surgiu para reinventar o negócio do imobiliário e levá-lo para a era digital. Detida pelos fundos de investimento Naxicap Partners, IK Investment Partners e Rothschild Five Arrows, a IAD está também presente em Espanha e Itália e prepara-se para entrar na Alemanha.

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