rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 12 out 20:47

Manifestantes aceitam negociar após 10 dias de caos no Equador. Presidente decreta recolher obrigatório

Manifestantes aceitam negociar após 10 dias de caos no Equador. Presidente decreta recolher obrigatório

Presidente da Câmara de Quito revelou que o Governo vai “analisar” o corte no subsídio aos combustíveis, que está na origem dos tumultos.

Depois de mais de uma semana de protestos e confrontos no Equador, os líderes do protesto aceitaram este sábado negociar diretamente com o Presidente Lenin Moreno.

O anúncio de diálogo surge ao décimo dia de manifestações e num sábado em que a estrada para o aeroporto da capital, Quito, foi cortada.

Depois de os líderes indígenas terem aceitado conversar com o Presidente, o presidente da Câmara de Quito, Jorge Yunda, revelou que o Governo vai “analisar” o corte no subsídio aos combustíveis, que está na origem dos tumultos.

Depois de os manifestantes aceitarem negociar, o Presidente Lenin Moreno ordenou este sábado o recolher obrigatório e destacou os militares para as ruas de Quito.

Numa mensagem publicada no Twitter, Lenin Moreno anunciou o reforço de segurança a partir das 15h00 locais (21h00 de Lisboa).

“Facilitará o desempenho da força pública contra os excessos intoleráveis de violência inaceitáveis”, escreveu o chefe de Estado.

Em resultado dos confrontos dos últimos dias no Equador, pelo menos quatro pessoas morreram e centenas foram detidas ou hospitalizadas.

As medidas de austeridade, que fizeram disparar o preço da gasolina e do gasóleo, têm como objetivo reduzir o défice do país, que chegou recentemente a acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um empréstimo de 3,8 mil milhões de euros.

[notícia atualizada às 21h01]

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