expresso.ptexpresso.pt - 11 out 22:48

Negociações: PCP e lei laboral acabaram com a ‘geringonça’

Negociações: PCP e lei laboral acabaram com a ‘geringonça’

António Costa não quis ficar nas mãos do Bloco e com os comunistas à solta. Muito menos quis ceder nas leis laborais que tinha acabado de rever. História e bastidores de uma semana que vai marcar a legislatura

Com Carolina Reis, João Diogo Correia, Paulo Paixão e Rosa Pedroso Lima

Obrigado, mas não, obrigado. António Costa preferiu não fazer qualquer acordo de legislatura do que ficar com um papel assinado apenas com o BE. Uma decisão de que os bloquistas foram informados na quinta-feira, meia hora antes de ser tornada pública num comunicado da Comissão Política socialista, reunida nessa noite. O Bloco foi apanhado de surpresa, pois havia um processo negocial em curso e porque o PS não deu razões concretas para a recusa de um acordo escrito. “Limitaram-se a dizer que, naquelas condições, não havia margem para negociação”, apurou o Expresso junto de fonte bloquista. Mas ontem à tarde Catarina Martins não tinha dúvidas: o problema foi a “indisponibilidade do PS para qualquer mexida na legislação laboral”.

Em conferência de imprensa, a líder bloquista mostrou-se disponível para acordos pontuais — como os restantes partidos contactados pelo PS —, mas imputou aos socialistas a responsabilidade de “pôr um ponto final na ‘geringonça’”. Catarina Martins assumiu que o acordo de legislatura “era a solução” preferida pelo Bloco e divulgou o caderno de encargos do BE para as conversações, onde se destacam as propostas de alteração às leis do trabalho. E repetiu várias vezes que foi o PS a romper as negociações, por causa dessa questão. O tom da líder bloquista contraria a tese dos socialistas de que não houve “qualquer drama” na decisão de não reeditar um acordo PS-BE.

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